30 de dezembro de 2008

Livro- Vida indefinida: Capítulo 6

Capítulo 6: A briga por Packet

- Você está bem?- perguntei a Packet.

- Obrigada por me defender- ela disse.

- Nenhum cretino deve fazer algo a uma mulher, principalmente quando esta bêbado- eu disse.

- Venha Bellks!- disse Chuan.

Retomei ao meu raciocínio.“Eu endoidei? O que eu acabei de fazer? Acabei de bater num dos meninos mais populares da escola!” eu pensava enquanto saia do salão no qual antes estava dançando valsa com minha amiga Juliet. A cara de Packet parecia assustada e ao mesmo tempo apaixonante. Ela provavelmente se apaixonou por mim. Pelo menos esta surra valerá apena.

Todos os alunos estavam saindo do salão da escola para assistir a briga. Tinha tanta gente no salão que acabou impedindo a passagem do diretor e dos professores para impedir a briga. Foi feita uma roda na qual eu estava dentro, junto de Chuan.

- Agora você me paga Bellks!- disse Chuan. Sangue estava saindo de seu nariz, agora torto.

Começou a gritaria e estávamos nos olhando um de frente para o outro. Ele veio e me deu dois socos na barriga. “Não está doendo tanto!” eu pensei. É claro que não estava. Ao fazer musculação, Chuan se esqueceu de um pequeno detalhe. O que ele queria era que seu braço fosse grande para surpreender as “dominadoras”, fazendo com que a resistência e força de seu braço fossem muito pequenas. Eu, quando decidi fazer musculação, queria força e resistência, então estava em vantagem nesta briga. Dei um soco de direita em sua cara e sangue começou a sair de sua boca.

- Vamos Chuan- disse Vicktor- ele não presta! É apenas um nerd!

Afastamos-nos, mas fui em direção a ele. Dei-lhe socos no estômago e soquei mais uma vez sua cara. Chuan estava tonto, além de bêbado. Ele veio em minha direção e tentou me dar um soco, mas errou e acabou socando Vicktor. Era minha chance. Soquei suas costas. Agora Chuan estava em dor profunda. Deitou no asfalto da rua escura.

- Isso é para você entender a respeitar uma garota, estúpido- eu disse.

- Eu não respeito garota nenhuma. Nem mesmo respeitei sua irmã quando fizemos sexo no banheiro feminino- ele disse.

Para mim bastava. Fiquei em cima dele e comecei a lhe dar vários socos na cara. Estava descontando minha raiva depois de tantos anos de humilhação. Eu não queria parar. Estava me sentindo bem, mas os professores conseguiram passar pelos alunos. Pareciam surpresos por quem estar levando a surra não ser eu.

- Para com isso agora Sr. Bellks!- disse o diretor.

Quando me dei conta, todos os alunos estavam gritando meu nome e vi a cara de Chuan. Não estava nada bonita. Perdeu dois dentes e seu nariz estava mais torto ainda. Sua boca estava toda estourada. Sua cara estava cheia de sangue. Mas o pior não era isso. Ele estava inconsciente.

-Chamem a ambulância!- disse a professora de matemática, uma mulher na meia-idade, baixinha, com cabelos grisalhos, usava óculos escuros que cobriam até suas sobrancelhas.  

Sai da roda. Não queria saber de mais nada além de ir embora. Lá estavam meus amigos, do outro lado da rua. Ao atravessar a rua, eu senti duas mãos que empurrando. Era Vicktor, provavelmente se vingando de seu estúpido amigo. Estava no meio da rua e um carro Mercedes me atropelou e bati minhas costas no vidro da frente e cai no asfalto gelado.

Quanto vale minha vida? A resposta é simples: uma briga. Deitado, ensangüentado, no asfalto da noite escura. Pessoas correndo de um lado para o outro. Com olhos quase fechados, só conseguia ver pessoas, luzes e sangue sobre mim. Buzinas, faróis e trânsito. A noite era uma criança que não crescia. As horas, os minutos e as dores não passavam.
        Estava apenas no lugar errado na hora errada. É impressionante o que pode acontecer com pessoas boas. Uma palavra mostrava o sentimento de todos: sofrimento. "O que fazer? Já chamamos a ambulância". "Por que não chega?", eu pensei. "Pode restar pouco tempo", disse uma simpática velinha.
        Estava perdido num tempo parado, sentindo apenas o que senti com todos os preconceitos que foram jogados contra mim: sofrimento. Eu acabei desmaiando.

-Estão os dois um ao lado do outro - disse uma voz doce com tristeza.

-Isso vai arranjar um conflito com as famílias- disse outra voz rouca.

-Mas é temporariamente, enquanto os pais não chegam.

- E como eles estão?-

- Bellks não ficou paraplégico graças a Deus, mas terá problemas ao andar por um bom tempo. Ficará no hospital por uma semana. Chuan terá alta depois de amanhã, para ver se não ocorreu nenhum traumatismo ou dano.

- E o Vicktor?- disse a voz rouca.

-Esta na cadeia. Foi preso por tentativa de assassinato. Parece que ele ficara um bom tempo na prisão.

-Bem feito- disse uma voz grave, com raiva e ódio.

Agora reconhecia as vozes. A voz doce era de Juliet, que estava chorando desesperadamente. A voz rouca era de Carmen que esta chorando ainda mais. A voz com ódio era de Gabriel.

-High esta vindo para cá- disse Carmen- Ele acabou de me mandar uma mensagem.

- E os pais de Bellk?- disse Juliet.

-Estão a caminho- disse High- Como ele esta?

-Ficará bem, mas terá que ficar em repouso- disse o médico. O médico era alto, moreno, forte e usava óculos. Parecia que era um dos integrantes da série E.R.

Estava numa cama de hospital. Enfermeiras estavam me levando para outro quarto, quando meus pais chegaram. Minha mãe chorava como uma desesperada. Meu pai estava com pressão alta e pediu um calmante para minha mãe. Era a primeira vez que via minha irmã preocupada comigo.

-Vamos dar morfina ao garoto para ele não sentir dor e um sonífero para ele dormir-disse o médico. Não deu nem um minuto, a enfermeira me injetou morfina e já estava sonolento. Adormeci assim que colocaram o sonífero em mim.

“É de manhã” eu pensei. A luz do Sol estava entrando pela janela. Meus pais estavam no sofá dormindo. Eles ficaram acordados a noite inteira e estavam cansados. Minha irmã estava naquele exato momento paquerando o médico, obviamente. Uma pessoa entrou no meu quarto. Era Packet, com um cartão azul em sua mão direita. Abri meus olhos.

- Oi- falei. Ela pulou de susto.

-Oi- ela respondeu- você esta com muita dor?

-Não muita- eu disse- a morfina ajuda um pouco- Ela deu uma risada leve.

- Obrigada pelo que você fez por mim. Ninguém se ousaria a fazer aquilo na minha antiga escola, nem mesmo nessa. Ninguém nunca me defendeu.

-Não foi nada de mais- respondi com uma voz calma. “Nada de mais?” eu pensei. Eu apenas briguei com um dos meninos mais populares de toda a escola, fui atropelado e estou num hospital.

-Parei de sair com os... Como é que falam na sua escola? Lembrei: “dominadores”.

-Ainda bem- eu falei.

-Por quê?- ela perguntou.

- Porque senão eu não poderia conversar com você nem ouvir sua voz. “Que babaca” pensei de mim memo. Mas deu certo. Packet ficou toda vermelha.  

- Não se preocupe- ela disse- De todas as pessoas da escola, você foi o único que me fez feliz. Todos faziam fofocas ridículas e comentários mais ainda.

E começamos a conversar. Ela adora fazer tudo o que eu fazia. Conversamos sobre livros, cinema, música, até mesmo surf! Ela tinha praticado em sua antiga cidade. Ela era perfeita.

- Depois você me leva para dançar como você dançou com sua namorada- ela falou meio embaraçosa.

-Juliet não é minha namorada- respondi- ela esta apaixonada por um amigo nosso que esta em outro estado, mas que voltará daqui um mês. Eu te apresentarei a ele.

Ela parecia feliz no momento em que disse a frase “Juliet não é minha namorada” e deu um pequeno sorriso que percebi logo de cara. Ela gostava de mim, do mesmo jeito que eu gosto dela. O celular dela começou a vibrar.

- Meu pai esta lá embaixo esperando por mim- ela disse- Eu te vejo na escola.

- Pode deixar- eu disse.

E ela se foi. Nem tinha perguntando quanto tempo havia passado desde que cheguei ao hospital. A reposta era dois dias. Tinha adormecido desde então, mas isso não me importava. A conversa que tive com Packet foi a melhor que já tive em toda minha vida.

Em breve: Capítulo 7- O domínio dos nerd. 

29 de dezembro de 2008

Torcida pelo Globo de ouro: Quem merece?

        Vamos deixar o livro um pouco de lado. O globo de ouro esta chegando e já foram dados os candidatos ao prêmio. Pra que será que estou torcendo? Olha isso (Marcelo Tas):

        Melhor filme Comédia/Musical


Os dois são ótimos! Não consigo escolher.

Melhor Diretor
Não faço idéia! Ainda não vi "O curiodo caso de Benjamim Button", mas acho que escolheria esse. Estão falando muito bem do filme.

Melhor ator drama
Brad Pitt no filme " O curisos caso de Benjamim Button"

Melhor atriz drama
Meryl Streep no filme Doubt. Sou fã dela e ela sempre atua bem.

Melhor ator Comédia/Musical
Javier Bardem no filme Vicky Cristina Barcelona. Não gostei do filme, mas não posso negar que é bom, como a atuação de Javier.

Melhor atriz Comédia/ Musical
Meryl Streep no filme Mamma Mia!
Frances McDormand - Queime Depois de Ler


Melhor ator coadjuvante
Heath Ledger no filme Batman: O Cavaleiro das Trevas. Ele ficou ótimo e merece receber o globo de ouro e o Oscar, tendo morrido ou não.



Melhor Atriz Coadjuvante

Penelope Cruz no filme Vicky Cristina Barcelona. De novo: não gostei do filme, mas a atuação dela é ótima!

Melhor animação

Wall-e, com certeza. É o melhor filme já feito pela Pixar. Esperto, original e adorável.

Melhor Roteiro

Apenas sabendo pela idéia, mais uma vez: "O curioso caso de Benjamim Button". Mas eu votaria em Wall-e se tivesse. Achei o roteiro muito bom!

Melhor Trilha Sonora

Pela falta de alternativas: "O curioso caso de Benjamim Button".

Melhor Canção Original

“Down to Earth” - Wall-E : Maravilhosa a canção.

Melhor Filme Estrangeiro

Não vi nenhum, não tem brasileiro. Vença o melhor.

Lembrem-se: a cerimônia acontece dia 11 de janeiro

Livro- Vida indefinida: Capítulo 5

               Capítulo 5- A Festa

        Stall estava fora e não foi fácil passar esses três meses. Juliet, embora estivesse mais feliz, estava com saudades de seu amado. Gabriel começou a fazer um novo mecanismo de fotografia espacial do governo, o qual não discute conosco. High voltou a surfar. Na verdade, mês passado foi o campeonato estadual do surf. High não ficou em primeiro lugar, mas estava feliz do resultado: segundo lugar, e ele que começou a fazer surf ano passado. Carmen voltou a ler que nem uma desesperada. Suas visitas a biblioteca começaram a ser cada vez mais freqüentes. Eu estava na minha vida normal. Minha irmã bêbada como sempre, mamãe me dando bronca por querer deixar o cabelo moicano e meu pai começou a melhorar depois do infarto. Começou a fazer mais exercícios e começou a jogar bola comigo.

 Não vou me esquecer. Era sexta-feira. Acordei, tomei meu café da manhã e fui para a escola. Peguei o ônibus e sentei do lado de Carmen.

- Você já soube?- disse Carmen.

-Não- eu disse- acabei de sentar no ônibus se você não percebeu. Mais uma vez, seus olhos começaram a transmitir um sentimento de ódio.

-Ta... Não importa- Carmen disse- a novidade é a seguinte: Baile.

- O quê?- eu perguntei.

- O baile de inverno! Vão antecipar.

- Por quê?- eu peruntei mais uma vez com um tom de desprezo desta vez

-Não sei. Parece que Joseph Green precisa tirar férias mais cedo, então seu pai...

- Já entendi- eu disse. O ônibus parou. Gabriel entrou e se sentou atrás de Carmen e eu.

- O baile de inverno será antecipado- eu disse.

- O quê?- disse Gabriel com tom de desprezo.

- Por acaso vocês odeiam bailes?

-Sim- dissemos juntos.

- Vocês são muito infantis.

O ônibus parou. Juliet entrou e sentou ao lado de Gabriel.

- Juliet...-disse Carmen.

- O baile de inverno foi antecipado, eu sei- disse Juliet com um tom de desprezo surpreendente.

               - Nossa...-disse Carmen- pensei que pelo menos você gostaria de ir ao baile.

               - Não estou muit afim- ela respondeu. Provavelmente estava com saudades de Stall- E vocês não vão?

               -Não!- dissemos Gabriel e eu.

               - O baile da escola só serve para pessoas como Joseph Green e Vicktor Weak se mostrarem para todos e tornarem-se rei e rainha do baile...- eu disse- como se eles fossem tão importantes.

               - Mas eles são!- disse Juliet, provavelmente pelo fato dela ser uma “patrícia beta”- Eles são o casal mais perfeito que essa escola já viu!

               - E problemáticos também- disse Gabriel- E agora senhoras e senhores o resultado: o rei e a rainha do baile deste ano: Branca de Neve e Zangado- Começamos a dar risada.

               Chegamos à Yorksville School com a mesma felicidade que tínhamos. Mentira. Era dia era dia de prova de Matemática e História e esqueci de estudar História e provavelmente ficarei de recuperação. Subimos as escadas e entramos na sala. O diretor, Quinn Pubut, estava na lousa ao lado de uma menina. Loira, altura média, menor que eu, bonita e magra. Nos  sentamos nos assentos da fileira do meio.

               - Classe- disse o diretor- Esta é Packet Giving. Ela mudou-se recentemente para a cidade e começará a estudar aqui. Fale um pouco de você Packet.

               O que ela falou eu não sei, mas sua voz era doce e perfeita. O jeito que falava era como se eu estivesse ouvindo a melhor cantora do mundo.

               - Espero ficar com vocês até o término do ensino médio...

               Meu Deus! O que eu estou sentindo? É como se eu tivesse que conversar com ela, fazer qualquer coisa. Meu coração começou esta batendo cada vez mais rápido e mais rápido. Não sei se é desespero ou estresse, só sei que eu me sinto...

              Poft. Desmaiei. Todos chegaram perto de mim para ver o que houve. Ainda bem que Gabriel esbarrou todo mundo para eu poder respirar. As risadas do fundo da sala só podiam ser dos “dominadores”. O diretor e a professora de história me levaram até a enfermaria pela maca. Foi tão constrangedor. Ainda bem que estou inconsciente. O que estou dizendo? Acabei de desmaiar na frente da nova aluna. Burro, burro!

               - Ele esta acordando- disse a enfermeira. Uma senhora de idade muito simpática. Baixinha, um pouco acima do peso e morena.

               - O que houve?- eu disse.

               - Parece que sua pressão subiu meu jovem- disse a enfermeira.

               - Então estou bem agora! Vou voltar para a aula- eu disse. Começei a me levantar. Não consigo ficar aqui. Eu quero ver Packet o mais rápido que possível.

               - Calma ai!- disse a professora- sua pressão tem que abaixar. Espere a próxima aula.

               - Mas é dia de prova... - eu disse.

               - Não importa!-disse a professora- você pode fazer a prova outro dia. Sua saúde é mais importante. Estou certa diretor.

               Minha visão estava meio embaçada, mas conseguia ver a reação do diretor e ela se resumia numa palavra: ódio. Era muito raro o diretor mudar as datas das provas, já que se um aluno falta, as provas são canceladas para que não haja nenhum jeito do aluno que faltou colar.

               -Claro que está!- disse o diretor com um som de desprezo- informarei os alunos imediatamente!

                -Agora relaxe meu jovem- disse a enfermeira.

               Como relaxar?. A menina mais bela e formidável que vi esta na minha sala, eu tenho que vê-la. O que é isto? Será o amor que tanto falam? Será o amor que foi perdido por pessoas como minha irmã e sua troca de garotos? Será que esta menina poderia se apaixonar por um menino como eu?

               Bateu o sinal.

               - Pode ir agora meu jovem- disse a enfermeira. Ela adora disser isso.

               - Obrigado senhora- eu disse.

               Sai da enfermaria desesperado que nem reparei que o sinal não era da aula e sim do recreio. Pessoas vinham em minha direção. Mas não irritados como eu imaginei. Mas estão alegres, principalmente os “dominadores”. A resposta era simples: ninguém estudou para a prova.

               - Parabéns Bellks!- disse um deles.

               - Valeu cara- disse Vicktor. Embora ele fosse meu inimigo, foi a primeira vez que ele não me atormentou e isso me deixou extremamente feliz.

               Avistei meus amigos. Fomos até o refeitório e pegamos nossa comida. Nos sentamos na mesa denominada pelos “dominadores” como “estrumes”. E isso porque somos “nerds beta”. Os nerds “alfa” eram os que sofriam e perdiam seu lanche para os “patrícios” e “dominadores”. Na hora do lanche, Juliet não sentava conosco. Era um crime social.

               -Cara... o que houve?- disse Gabriel.

               -O que aconteceu com você Bellks?- disse Carmen. Ninguém da escola me chamava pelo primeiro nome.

               -Não sei- eu disse- minha pressão subiu e...

               - Amor -disse Juliet- você está apaixonado pela menina nova, a tal de Packet.

               -Claro que não!- estava mentindo é claro. Ninguém fala a verdade nesses assuntos. Mas obviamente eu fiquei meio envergonhado.

               - É melhor você se apressar- disse Juliet- ela está sentada da mesa dos “patrícios beta” e esta quase se transformando numa “dominadora”. Se ela tornar-se uma, você não terá chance.

               - E o que eu vou fazer?- eu disse.

               - Sabia que você estava apaixonado por ela- disse Juliet- vai até lá e a convide para o baile. Você é um bom dançarino...

               - De valsa!- eu disse. Um estilo de dança desprezado por todos. A moda agora é tecno.

               - Mas o baile de inverno toca normalmente valsa algumas vezes, depois vai para o tecno- disse Carmen- vai lá e fala com ela.

               - Está bem! Eu vou.

               Levantei-me e fui em direção a ela. "O que vou dizer? Como convidar ela para o baile se eu nem conheço ela? Eu não posso fazer isso. Eu sou um covarde. Espera, para de andar! Por que ainda estou indo em direção à ela?"

               - Oi- eu disse- meu nome é Bellks. E o seu? Pergunta besta. Eu já sei o nome dela, é Packet Giving, ela é menor que eu, loira e magra, bonita e tem uma bela voz. Porque estou olhando para ela sem dizer nada.

               - Seja bem-vinda à nossa escola- eu disse. Idiota! Isso é típico de um nerd.

               - Obrigada- Packet disse. Ela falou comigo! Não acredito. Ela realmente falou comigo!

               - Então você gostaria de ter um personal tour pela escola?- eu perguntei. Não foi tão nerd como deveria soar. Parecia mai que ia pedia-lá em casamento.

               - Claro que sim- ela disse.

               Não deu nem para falar “ Vamos nessa”.Desmaiei. Acordei na enfermaria de novo.

               - Meu jovem... você quer ter um ataque cardíaco?- disse a enfermeira.

               Estava quase tendo. A paixão que tinha por Packet começou a ficar cada vez mais profunda.

               - Estou bem. Só preciso ir para casa.

               - Corra então- disse a enfermeira- o ônibus sairá em cinco minutos.

               Nem deixei a simpática enfermeira terminar de falar. Assim que ouvi a palavra “sairá”, já entendi que o tempo estava próximo. Não posso perder o ônibus. Tenho que me encontrar com Packet. Cheguei na sala, peguei minha mala e sai correndo. Cheguei a tempo e subi os degraus do ônibus. “Cadê ela?” eu pensei. Sentei do lado de Juliet.

               - Boa- disse Juliet- agora sua amada já foi chamada para o baile. E o pior de tudo é o par que a chamou.

               -Quem foi?- eu disse. Eu queria matar o cara que a chamou para poder convida-lá.

               -Yelu Chuan- disse Carmen- parece que ele a chamou enquanto estava na Educação Física. Pronto, era só o que me faltava. Ela deve ter se impressionado pelos músculo de Chuan, embora eu estivesse quase lá.

               -Sinto muito cara- disse Gabriel.

               - Esqueci de perguntar. Para quando que foi transferido o baile?

               - Sábado -disse Juliet.

               -Amanhã?- eu disse- preciso de uma roupa urgente...

               - Ficou com vontade de ir?- disse Carmen.

               - Sim- eu respondi- mas quem seria meu par?

               - Eu poderia- disse Juliet. Fiquei aliviado. Além de ser minha amiga, ela não se apaixonaria por mim. Ela estava apaixonada por Stall, que chegaria daqui um mês. Poderia prestar toda minha atenção em Packet.

               - Te pego as oito amanhã então?- perguntei a Juliet.

               - Você está louco?-disse Juliet- as pessoas só chegam nesses lugares as onze.

               - Esta certo então- eu disse- onze horas.

                Cheguei a minha casa e dormi. Minha mãe fica muito brava quando faço isso.Acordei e já era de noite. Fui até a sala e perguntei para minha mãe:

               - Mãe, eu vou no baile de...

               - Que maravilha!- interrompeu minha mãe com um tom de ansiedade- vamos ao shopping, vou te comprar a melhor roupa de gala que existe!

               -Não vai mesmo!- era minha irmã- você vai comprar uma coisa bem velha e muito out. Meu irmão tem que estar in.

               -Filho você decidi- minha mãe disse. Mas era óbvio que ela iria me odiar se eu escolhesse minha irmã. Porém, sabia que tinha que tomar a decisão certa. Então eu disse:

               -Cristina.

               Minha mãe começou a chorar igual a uma doida.

                – No que eu errei Meu Deus?- começou a gritar.

               -Mas você pode vir conosco- eu disse. A reação de Cristina não foi de felicidade.

               Fomos ao shopping. Entramos numa das lojas mais caras que havia.

               - Como é seu primeiro baile, eu vou deixar você gastar- minha mãe disse- afinal, sua irmã fez a mesma coisa.

               Voltamos para casa e lá estava no meu armário. Um terno preto, com um colete, sapatos e calça da mesma cor. Tinha também uma gravata borboleta branca. Estava pronto para impressionar Packet.

               Chegou sábado. Fui à academia como de costume, mas fiquei uma hora a mais para parecer mais forte. Besteira minha é claro, mas quando se está apaixonado você comete algumas besteiras... eu acho. Fui ao shopping novamente e gastei meu dinheiro num perfume muito bom.

Jantamos e sai de casa. Antes disso minha mãe tirou uma foto minha com a roupa. eu estava mais bonito do que nunca. Arrumei o cabelo, unhas cortadas, cheiro bom. Eu estava pronto. Sai do prédio e entrei na limusine.

               “Chegou finalmente” pensei. “Onze horas”. Estava esperando na porta da frente da casa de Juliet.

-Tchau mãe- se despediu Juliet que estava belíssima. Estava num vestido preto e com um perfume com cheiro de baunilha. Entramos na limusine que meu pai deixou alugar e chegamos à escola. Todos estavam dançando valsa, então nós começamos a dançar também. Tudo estava indo bem. Packet estava com Chuan, mas não estava confortável. Chuan estava com uma aparência horrível e estava bêbado. Carmen e Gabriel foram juntos ao baile. Carmen conseguiu convencer Gabriel, mas acho que ele estava apenas sendo amigável com ela. Todos estavam olhando para Juliet e eu. Como eu disse antes: sou bom em valsa. Um som de tapa saiu no ar e todos começaram a olhar para Chuan e Packet.

-Não se atreva- disse Packet.

- Vem cá- disse Chuan- não seja tímida- Ele começou a segura-lá e a aperta-lá- Vamos dançar.

- Me solta!- disse Packet em pânico.

-Vai ajuda-lá- disse Juliet.

Quando mi dei conta, eu tinha separado Chuan de Packet, segurei Chuan e lhe dei um soco na cara.

- Eu e você Bellks- ele disse- lá fora agora.

“Estou frito” pensei. "Mas pelo menos Packet está bem. Isso deve ser amor."

Em breve: Capítulo 6- A briga por Packet

Livro- Vida indefinida. Capítulo 4

Capítulo 4- A despedida provisória

“Acordei. Que dia é hoje?” eu pensei. Sexta era a resposta. Meus pensamentos começaram. Lembranças vinham. Filmes assistidos no cinema, conversas, idas a praia e escola. Hoje era o dia que Stall ia morar no estado de Hokks.

Levantei, tomei banho e bebi um leite como café da manhã. Eu e meus amigos íamos nos encontrar no “Café House”, um restaurante da cidade. Poltronas espalhadas por todo o restaurante para conversar e televisões passando shows de artistas famosos. Meus amigos e eu passamos muito tempo conversando neste restaurante.

- Por que ele esta demorando? Não temos muito tempo com ele- disse Juliet.

- Calma, ele vai aparecer- eu disse. Stall tinha uma qualidade que ninguém gostava: atraso. Sempre era o último a chegar aos lugares.

- Ai esta ele!- disse Gabriel.

- Desculpa gente, eu estava arrumando minhas malas. As caixas já estão no caminhão.

- Nunca mais faça isso! Temos pouco tempo juntos e você vai desperdiçar?- disse Juliet ao mesmo tempo em que batia em Stall. Lágrimas começaram a cair de seus olhos azuis. Logo em seguida, começaram a cair lágrimas dos olhos castanhos de Carmen. Meus olhos verdes e os escuros de Gabriel estavam secos. Eu não era chorão. Só chorava quando me queimava ou quando eu caia de bicicleta e fazia um machucado enorme. Já Gabriel era uma máquina. Nunca chorava.

- Nunca vou me esquecer de vocês pessoal. Como será que serei recebido na escola? Afinal, não sou rico nem bonito.

- Você que pensa!- disse Carmen.

- Espero arranjar amigos como vocês...

- Para com isso!- eu interrompi- Você vai voltar daqui quatro meses. Para com esse drama.

- Mas serão os mais longos de minha vida!- disse Stall- mas nós podemos conversar na internet.

- Claro que iremos!- disse Juliet. E começamos a conversar. Falamos de como seriam nossas vidas futuramente e de nossos sonhos, até que...

- São quatro horas- disse Stall- minha mãe me mandou ir para a casa às quatro e meia. Tenho que ir.

- Você acha que vamos deixar você ir sozinho? Claro que iremos com você dizer adeus!- disse Gabriel.

Foi a caminhada mais longa que já fizemos. As ruas pareciam cada vez maiores e os faróis só ficavam verdes, fazendo com que agente esperasse ele fechar para atravessar.

- Será que você realmente vai voltar e morar com a sua avó?- disse High.

- Sim. Ela já me disse que posso voltar quando eu quiser. Mas quero passar um tempo com meus pais. Afinal, Hokks fica a sete horas de carro daqui e não posso pagar por uma passagem de avião- disse Stall. O sinal abriu e chegamos a sua antiga casa. Embora a casa fosse grande, a pintura amarelada já estava meio gasta e os portões enferrujados.

- É a hora pessoal- disse Juliet. Mais lágrimas saíram de seus olhos e de Carmen. Abraçamos-nos em grupo.

- Filho vem! Entra no carro- disse a Sra. Bruquens. O carro deles era antigo. Vermelho, motor forte, confortável e grande. Meus amigos e eu tivemos muitas caronas da Sra. Bruquens neste carro. Stall sentou no assento de trás, junto de sua irmã. Seus pais estavam nos assentos da frente e caixas no porta-malas.

- Vejo vocês em quatro meses. Adeus pessoal.

- Adeus- disse Carmen.

- Adeus- eu disse.

- Adeus- disse High.

- Adeus- disse Gabriel.

- A...deus- disse Juliet. Rapidamente, ela se avançou em direção à Stall e lhe abraçou. Olhei atentamente e Juliet tinha colocado algo no bolso de Stall, mas ele não tinha percebido. Os dois se soltaram e Stall se foi. Como serão agora nossas vidas? Seremos os mesmos? Receio que não. Tudo mudaria. Na semana seguinte fomos ao “Café House” de novo. Juliet estava mais calada e era muito tagarela. Gabriel estava em extrema solidão. Carmen perdeu a vontade de ler e continuou sem ler por mais algumas semanas que viriam. High parou de surfar para passar mais tempo conosco. Eu estava triste. Não apenas por causa de sua partida, mas com ela impactou a amizade de todos.

-Gente- eu disse- Eu sei que ele se foi, mas não é por causa disso que ficaremos em tremenda solidão.

- Verdade- disse Gabriel- O que podemos fazer?

Todos estavam pensando profundamente e silenciosamente. E a resposta veio de Carmen:

- Vamos ver um o por do sol!

Olhamos-nos. Era a coisa que Stall mais gostava de fazer no final de uma tarde. À beira da praia, olhávamos o Sol se pôr e a Lua começava a brilhar na noite escura.

- Eu não conseguiria- disse Juliet.

- Não pense que é algo ruim- disse High- pense que estamos celebrando as lembranças de nosso amigo e as nossas.

- Tive uma idéia- disse Gabriel- me sigam.

Fomos até um prédio antigo. Era um shopping que não tinha nenhuma novidade ou loja descente há muito tempo e um cinema que só passava filme antigo.

- Todos cubram seus olhos e me dêem cinco reais- disse Gabriel.

-Por quê?- disse Juliet

- Por quê?- disse Carmen

- Apenas façam- eu disse. Os olhos das duas transmitiam um olhar de ódio.

- Ta bem- as duas disseram.

Fechamos nossos olhos e demos o dinheiro a Gabriel. Percebemos que estávamos entrando em algum lugar escuro, com um cheiro familiar e muito forte. Continuamos a andar.

Sentem- disse Gabriel- e abram os olhos.

Sabia. Era o cinema. O filme estava começando. Era nada mais, nada menos que Laranja Mecânica de Kubrick. Nos sentamos e começou o filme.

- À Stall- eu disse

- À Stall- disseram todos.

E assistimos ao filme como nunca tivéssemos vistos, como se fosse à primeira vez. Juliet estava do meu lado e não parava de mexer em suas mãos. Comecei a olhar melhor. Era um objeto dourado, em formato de coração com a foto de Stall dentro escrito: “Não se esqueça de mim”.

Neste exato momento, Stall estava na estrada, lembrando do colar que deu à Juliet um dia antes de se mudar para Hokks. Colocou a mão em seu bolso e viu que tinha um papel com a foto de Juliet, com a seguinte resposta na foto: “Nunca esquecerei”.

Em breve: Capítulo 5- A festa

Livro- Vida indefinida: Capítulo três

        Capítulo 3 – Amigos e Inimigos

        Alguém tem alguma pergunta para este título óbvio? Amigos e inimigos, quem não tem isso na escola? Mesmo se você for um "dominador" você tem um inimigo, tendo uma possibilidade de ele ser eu.
        Carmen Stevens, uma grande amiga minha talvez a melhor amiga que já tive. Estudamos desde a 1ª série, mas quase não nos falávamos. Sabe aquela época que menino brinca só com menino e menina só com menina? Pois é. Começamos a ficar grandes amigos na 7ª série, já que ela saiu da escola de Yorksville School temporariamente e depois voltou. Grande leitora, e grande personalidade. Um pouco baixinha, morena e branca como a neve. É considerada uma “nerd alfa”.
        Stall Bruquens, grande cinéfilo. Adora clássicos de cinema, como Laranja Mecâncica, de Stanley Kubrick. Entrou na escola ano passado, mas já viramos grandes amigos. Admira Alfred Hitchcock e quer se tornar diretor quando crescer. Gosta de ler, mas não tanto quanto de ver um bom filme. É considerado como eu um “nerd alfa”. Alto, acima do peso e ruivo.
        Gabriel Stoll, amigo mecânico. Baixo, moreno e magro. Entrou na 5ª série, mas não falava muito com ele. Gosta tanto de tecnologia que já foi chamado para desenvolver um novo tipo armazenamento de energia, sendo este assunto confidencial. É considerado um um “nerd beta”. Infelizmente é maltratado pelos garotos do último ano.

        Juliet Neft, uma atriz. Entrou na escola e foi retida por uma grande injustiça: os professores torturadores não iam com a cara dela e ficou em nossa sala. Ruiva, alta e magra. Deseja viajar pelo mundo e fazer vários filmes, principalmente nos Estados Unidos, a terra do cinema. Infelizmente em nosso país, o cinema é algo que ainda não é admirado por todos. É considerada uma “patrícia beta”.

        High Toom, amigo da paz. Não pense que ele fuma baseado só pelo apelido "amigo da paz". Altura média como eu, loiro e magro. Nossos pais são amigos de infância. Ele esta sempre feliz com a vida e adora jogar futebol, um esporte famoso de nosso páis. Como ele estuda na escola pública de Brokks, Benjamim Brokks School, e é milionário, é considerado por seus amigos um “patrício alfa”.
        Meus amigos e eu vamos ao shopping, no cinema, na praia e andamos muito de bicicleta, mas sempre somos vistos e atormentados pelos "dominadores" e populares.
        Joseph Green, a menina mais drogada e “libertadora” de toda a escola. Chefe das "dominadoras". Loira, alta, e magra (por causa de sua anorexia). Apenas não se “liberta” com os “nerds” para não perder seu status como garota mais popular atual da escola. Já foi pega bebendo e fumando na escola, mas nunca foi punida. Seu pai é um grande patrocinador da escola, desse modo, quando Green deseja ser “libertadora”, o diretor da escola, Quinn Pubut, já fica com o sorriso na cara, sabendo que vai ganhar mais dinheiro, se vocês me entendem. Seu parceiro não podia ser mais ninguém que Vicktor Weak.
        Vicktor Weak era o chefe dos "dominadores", por isso que seu par perfeito seria a chefe das dominadoras, a “libertadora” Green. É capitão de futebol e luta livre da escola. Moreno, forte e baixinho (por causa dos anabolizantes). Vê-lo perto de Green é tão engraçado. Parece que um dos sete anões de Branca de Neve esta namorando uma modelo.
        Yelu Chuan, o chefe dos "patrícos alfa". Alto (esperto por não usar anabolizantes), forte (menos que Vicktor), com cabelo castanho meio ruivo. Sua inteligência era a mesma que a de uma lesma. Esta apenas no 1º ano por causa de suas espertas colas, a única coisa na qual é esperto. Nunca foi pego.
        A vida de meus amigos e eu na escola era quase insuportável se não estivéssemos juntos. E infelizmente, neste exato ano um de nossos amigos foi embora para um estado chamado Hokks, no interior de nosso páis, porque seus pais se mudaram. Mas volta depois das férias de inverno e vai morar com sua avó. Esse amigo era ninguém menos que Stall Bruquens.

        Em breve: Capítulo 4- A despedida provisória.

27 de dezembro de 2008

Livro- Vida indefinida: Capítulo dois

Capítulo dois: Escola

O que falar sobre a vida no inferno estudantil? Simples: amigos e inimigos, nerds e populares ridículos. Na escola particular de Brokks, Yorksville School, existem pessoas ricas e pessoas com bolsas escolares. Essas pessoas com bolsas já são denominadas "nerds beta" e pobres. Todos os alunos são divididos em “alfas” e “ betas”. Se você é um “Patrício Alfa”, você é muito patrício e popular. Se você é um “Patrício Beta”, você é a pessoa que está quase “nerd”, mas ainda é popular. Isso vale também para os “nerds”. Se você é um “nerd alfa”, você esta entre ser “nerd” e patrício. Se você é “nerd beta”, você é considerado muito nerd e é exilado por todos. A vida não é fácil para um adolescente. Na escola tem jogadores de futebol e patricinhas vestidas de rosas? Sim, mas não eram só esses que eram os populares.
      Embora haja as patricinhas e os patrícios, o pior grupo era ninguém menos que os ricos, chamados de “dominadores”. Limusine, bebida, drogas e fofocas, as principais armas deste do grupo de meninas ricas e seus pares. É denominado um crime social uma menina “dominadora” namorar um “nerd alfa” e isso também era considerado para os garotos.“Nerd alfa” na escola não é aquela pessoa que fica no computador, assistindo “Star Wars V” pela milionésima vez. São as pessoas normais, como eu, o que me deixa com muita raiva e ódio. Vou ao cinema, vou a praia, vou a festas como os denominados “dominadores”. “Por que sou nerd alfa então?” me pergunto. Mas a resposta sempre está na ponta de nosso nariz: não sou milionário, nem drogado igual minha irmã, a famosa Cristina Bellks, a líder de torcida mais lembrada,e drogada, de toda a escola.
       Professores ou torturadores? Um pouco de cada. Lição de casa e trabalhos não são problema, se forem bem pensados. “Vocês têm que fazer um texto sobre a relação da II Guerra Mundial e a venda do ferro do século XVIII. Vocês têm três dias para me entregar”, disse a professora de história. “Oi?” eu pensei. Um trabalho descente sobre a II Guerra Mundial seria como ela aconteceu e como ela afetou o mundo, e não sua relação com a venda do ferro. Além desses tipos de trablahos, existem os professores “dopados”. Não porque estão bêbados, mas o efeito que causam nos alunos. A lentidão nas aulas de Química é impressionante com a professora Claire. Suas piadas com trocadilho, como “botou no fogo evaporou” e “misturou agora casou”, são algumas de suas piores piadas.
          Na escola, sua aparência influencia na escolha de seu grupo e isso é normal em todas as escolas. Eu, um pouco alto, meio loiro e meio castanho, com cabelo um pouco grande, um pouco forte e magro. Tinha todas as minhas chances de ser um "dominador", mas a maturidade me impedia, e a consciência também. Pendurar alguém no mastro da bandeira da escola ou colocar sua cabeça na privada, não era comigo. Tenho consciência pesada, e isso iria me torturar pelo resto da vida. Coitadas das meninas que não se importam com a aparência. Além de estarem no grupo de “nerd beta”, esão maltratadas pelas patricinhas e dominadoras.
        A vida na escola é basicamente sobrevivência. Se você não está no topo, você é maltratado. Se você tem professores “dopados”, você era mau trado com tortura e trabalhos. A escola é uma tortura, mas também é nela que você pode encontrar grandes amigos.

Em breve: Capítulo 3- Amigos e inimigos

26 de dezembro de 2008

Livro- Vida indefinida

       Você já pensou em escrever um livro? Pensei nesse assunto várias e várias vezes.  Agora chegou a hora. Espero que com isso eu consiga mais pessoas no blog (brincadeira). A história já tenho uma idéia, mas não sei se colocarei bichos como vampiros ou magos ou dragões (já tem muito disso né? Mais um é um porre). Mas o livro vai dar uma idéia básica sobre como nós adolescentes do século 21 também temos problemas e como os adultos nos acham inferiores o suficiente para tais pensamentos ou sentimentos e como podemos chegar em certas decisões e até sofrimentos. Esse livro terá uma narração de um diário. Aqui esta o prefácio e o primeiro capítulo:

       Prefácio

       Quanto vale minha vida? A resposta é simples: uma briga. Deitado, ensangüentado, no asfalto da noite escura. Pessoas correndo de um lado para o outro. Com olhos quase fechados, só conseguia ver pessoas, luzes e sangue sobre mim. Buzinas, faróis e trânsito. A noite era uma criança que não crescia. As horas, os minutos e as dores não passavam.
        Estava apenas no lugar errado na hora errada. É impressionante o que pode acontecer com pessoas boas. Uma palavra mostrava o sentimento de todos: sofrimento. "O que fazer? Já chamamos a ambulância". "Por que não chega?", eu pensei. "Pode restar pouco tempo", disse uma simpática velinha.
        Estava perdido num tempo parado, sentindo apenas o que senti com todos os preconceitos que foram jogados contra mim: sofrimento
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       Capítulo 1- Família

        Vivo com muita dificuldade na cidade de Brokks. Além de viver numa cidade grande, tenho que sofrer a adolescência. Por que não podemos pular este período de nossas vidas? Hormônios, pressão, escolhas, populares ridículos e pais rígidos.
        Moro com meus pais num apartamento de classe média. Meu pai, Marco, já teve dias melhores. Além de problemas no trabalho, seu problema cardíaco o faz ficar limitado. Minha mãe, Eva, é professora. Ficou na cabeça dela que adolescentes da escola pública de Brokks querem estudar. A realidade era dura. Toda a semana alguém morria ou alunos viravam pais, além de que alguns eram marginais e ladrões. E para minha mãe, alunos de escola particular só querem saber de festa.
        Minha irmã, Cristina, é aquela típica adolescente: roupas, baladas e garotos. Já perdi a quantidade de vezes que a vi bêbada, com um garoto mais velho, chegando a nossa casa e meus pais chorando. Meu pai pela filha que criou. Minha mãe chorando com medo que meu pai tivesse outro infarto. “Onde erramos?” ele dizia.
        Embora rígidos e clássicos, meus pais deixam minha irmã e eu ver um filme no cinema , dormir em casa de amigos e ir a festas, mas apenas de amigos que eles aprovavam. Meu pai acha que eu tenho que fazer exército. “Macho que é macho sofre” dizia ele. “E burro que é burro também” eu pensava. Qualquer coisa que eu quero fazer para melhorar minha aparência, minha mãe acha que é coisa de homossexual. "Homem não pinta o cabelo", "Pintar o cabelo pra que?", "Pintar o cabelo é coisa de homem que quer aparecer". "E meu avô fazia o que?" eu pensava. Afinal, o cabelo é meu e faço nele o estilo que eu quiser e pinto ele da cor que eu quiser.Mas não enfrentava a minha mãe para não deixa-lá mais triste. Já bastava minha irmã
        Sinto pena de minha mãe. Minhas quatro tias fazem comentários sobre minha irmã, falando que ela não tem juízo e que era para ficar longe das primas. E minha irmã se importava? Claro que não. A vida para ela era apenas curtir. Pegar um menino ali, uma bebida aqui e depois começava o choro em casa.
        E eu? Sou normal? Existe isso? Não sei, mas sinto que sou. Gosto de sair com os amigos, ir ao cinema, ir para praia, ler, assistir televisão, e muito mais. Mas é isso que as pessoas acham normal hoje em dia? Não. Os adolescentes consideram normal o que minha irmã bêbada faz. O que eu posso fazer? Quando pequeno, meus pais passavam muito tempo no trabalho, fazendo com que eu me amadurecesse mais rápido. Afinal, eu sou o mais novo da casa, e minha irmã saia de penetra à noite, dava “Boa noite Cinderela” para as babás, que pensavam que tinham tirado uma soneca, e ia escondida para festas em universidades. E eu ficava lá, sozinho com minha televisão e livros. Hoje tenho uma mentalidade de vinte e dois anos num corpo de dezesseis, embora seja um pouco egoísta.
        Minha família não é normal. Na verdade ela tem muitos problemas e defeitos. Mas é a única que eu tenho, e a única que sempre terei.

       Em breve: Capítulo 2: Escola

   OBS:  Qualquer erro me desculpem.

24 de dezembro de 2008

Feliz Natal e histórias...


        Feliz Natal para todos! Espero que o "bom velinho" Papai Noel tenha passado em suas casas (na minha pelo menos, ele não passou este ano).
        Falando em "bom velinho", quantos filmes estão passando sobre Natal? Quantos livros têm sobre? Tem várias histórias:
        Meu papai é Noel (o primeiro é original e "comovente", já suas continuações não podem dizer o mesmo. São forçadas)
        "Papai Noel às avessas" (odiei! De muito mau gosto e não é engraçado. A única coisa que vele a pena é o final, quando o "papai noel" tenta fazer algo de bom para o menino que o ajudou).
        "O estranho mundo de Jack", que é praticamente a versão de Tim Burton de um "Grinch", só que também relaciona com o Hallowen. Um dos melhores filmes do diretor.
        "Um conto de Natal" (ótimo livro escrito por Charles Dickens! O filme não sei. Assisti apenas a versão dos Muppets e adorei! Uma história "comovente" e com muita moral).
        "O Grinch" (podem falar o que quiser, eu adoro esse filme! A maquiagem, a história meio parecida com "Um conto de Natal", as piadas e Cindy Lou Quem que ajuda a pobre criatura).