28 de fevereiro de 2009

Livro 2- capítulo 5

Capítulo 5- Escuridão

Estava num corredor escuro, sem luz alguma. Sangue estava caindo das paredes verdes-escuras. Sabia disso porque comecei a passar minhas mãos na parede. O estranho não era isso. O estranho era que o sangue nas minhas mãos tinham meu cheiro. E comecei a ter sede por sangue.

Comecei a suar. Não tinha noção da coisa mais importante: estava dormindo e isso não era um bom sinal. Meus sonos são pesados demais e apenas acordo na hora que o sono ou pesadelo acaba.

O corredor era largo e comecei a correr. Eu corria, corria, corria e não chegava no final do corredor.

Comecei a gritar.

Havia uma porta no final do corredor. Consegui perceber que era uma porta pela pequena luz que saia pela fechadura e por baixo da porta. A luz era clara como a neve e vermelha como o sangue.

-Belkks acorda! Belkks!- gritava Packet.

Packet ficava me balançando, dava tapas em meu rosto, dava socos em meu peito. Mas nenhuma reposta.

Abri a porta. A sala era extremamente clara. Não havia lâmpada em lugar algum. A luz estava apenas presente. Foi então que eu vi. Todos estavam lá. Packet, Juliet, High, Stall e também estavam presentes Gabriel e Sky. Todos estavam com cortes na face, furos, partes de seus corpos amputados.

Packet não era mais a bela garota que conhecia. Sua pele estava podre, ela estava careca, como todos os outros. Seu vestido branco estava cheio de sangue.

-Olhe o que você fez com todos nós- disse Packet. Sua voz ficou grossa e ela começou a chorar e gritar- Olhe o que você fez conosco.

- Eu não fiz nada- disse com uma voz de inocência e incompreensão- o que aconteceu?

-Você não se lembra Belkks?- disse Stall se aproximando, mas ainda distante- nós éramos amigos.

-Nós ainda somos amigos- disse agora com um tom de incapacidade de entender onde estava e o que estava acontecendo- não somos?

-Como podemos ser amigos- perguntou Sky- quando você mata todos nós?

E o flashback do sonho começou. Todos meus amigos cortados sumiram e novos amigos estavam inteiros na minha frente. O facão estava em minha mão e gritos estavam por todos os lados. Primeiro foi Juliet. Cortei sua garganta e finquei a faca em seu pescoço. Sky foi o segundo, recebendo sete facadas em sua barriga. Depois foi High. Primeiro amputei seus pés e suas mãos, depois cortei sua língua e para finalizar sua garganta. A morte de Gabriel foi a mais divertida. Rasguei todo sua boca e o fiz afogar em seu próprio sangue. Fui gentil com Stall. Cortei seus pulsos e sua garganta e acabei rapidamente com a dor fincando o facão brilhante em sua peito. Apenas sobrava uma pessoa: Packet.

-Belkks acorda!- gritava Packet, agora impaciente.

Ao mesmo tempo em que Packet gritava para me acordar, sua versão em meu sonho suplicava para que não a matasse.

-Belkks- chorava Pakcet. Sua voz estava rouca- por que está fazendo isso?

-Por que- eu disse. Minha voz tinha um som de orgulho, felicidade, malvadeza e loucura num só tom. Soltei uma gargalhada como se a pergunta de Packet fosse ridícula- me satisfaz.

Furei os olhos de Packet, cortei sua garganta e para finalizar lhe dei um beijo.

-Boa noite- a gargalhada voltou- minha amada.

O flashback acabou e meus amigos cortados voltaram.

-Agora entendeu?- disse Packet com um tom de vingança- meu amado.

E finalmente, enquanto todos me esquartejavam e minha cabeça estava fora do meu corpo eu voltei para a realidade. Abri meus olhos e dei um salto para cima. Packet estava ao meu lado.

-Belkks!- gritava Packet. Ela começou a me socar no peito e depois me abraçou- Nunca mais me deixe sozinha.

-Acabei de ter um sonho- disse aterrorizado- tenho que ficar sozinho por alguns minutos.

-Mas...

-Me deixe!- gritei para Packet. Estava assustado. Queria ficar sozinho- é uma ordem! Todos vocês!

E ela saiu da sala como todos os outros.

Agora sim estava começando a ficar louco. O pior de todo o sonho não foi a morte de todos. Mas o que a morte deles me trouxe: prazer. Senti tanto prazer por matar meus amigos que queria fazer isso naquele exato momento.

“Foi apenas um sonho”, “Foi apenas um sonho”, “Foi apenas um sonho”. Repetia para mim várias e várias vezes.   

Minha mente voltou ao normal. O sonho não fazia sentido algum. Eu de repente estava num corredor escuro e não havia nada mais nada menos. Nenhua explicação. Alguma informação faltava. Talvez, um sonho anterior.

Enquete: Qual o melhor tango?


        Como a maioria dos visitantes são pessoas que gostam de musicais eu fiz uma nova enquete sobre qual o melhor filme musical que apresenta os melhorres passos de tango. Seria este filme Chicago com a cena do "Cell Block Tango"? Seria este filme Rent com o "Tango Maureen"? E finalmente, seria Moulin Rouge na cena "El tango de Roxanne" o vencedor? Votem!

100a postagem- Nada melhor do que dar uma segunda chance


          Finalmente cheguei na centésima postagem. Muito obrigado a todos que tiveram (a paciência) tempo suficiente para visitarem esses textos que escrevo com muito orgulho. Para esta centésima pensei em nada mais nada menos que um clássico. Faço isso sempre ? Mas vocês não sabem a verdade. Eu dei uma segunda chance. A primiera vez que vi este clássico eu detestei e na segunda... bem, é só vocês lerem. E aqui esta ele:
        O Iluminado- bom filme para não assistir com os amigos



      Primeiro uma sinopse bem básica: um homem, sua mulher e seu filho passam um tempo num hotel no inverno. Sozinhos (falei que a sinopse era básica).
            Eu e meus amigos estávamos na casa do amigo tecnológico (Paulo) e o amigo diretor (Luciano) pediu para assistirmos este filme. Eu queria ver o filme, afinal é nele que aparece a famosa frase "Here's Johny!". Meus amigos ficavam rindo toda hora (e eu também, portanto sou culpado). Riamos do rio de sangue (que parecia groselha), ríamos da Shelley Duvall e do Danny (o menino fazendo aquele movimento com o dedo é rídiculo e ele andando de bicicleta também irritava). Não prestei muita atenção, ri da maioria das coisas e achei o filme nada mais nada menos que ruim/péssimo.
        Decidi então, esses dias, de assistir o filme novamente, já que assisti Laranja Mecânica e 2001 Uma Odisséia no espaço e adorei ambos. Pensei que minha opinião sobre o filme poderia mudar. Fui até a locadora (aproveitei que era promoção) e aluguei o filme. Assisti ele sozinho no meu quarto no meu computador. Qual foi a reação? Gostei do filme.

        Você assistindo o filme sozinho percebe várias coisas e ainda que você fica "ligado" o tempo todo no filme. A Shelley Duvall está muito boa no papel, não sei porque Kubrick odiava ela tanto. O menino que faz o Danny ainda é irritante, mas se você perde a frase que fala que ele consegue ver as coisas, mas que tudo parece um sonho e que ele esquece, sinto muito, você achará ele ridículo até o final do filme (como eu achava). Mas a grande estrela do filme todo é ninguém nada mais nada menos que o aclamado Jack Nicholson. As "caras" dele deixa você, como posso dizer... paranóico. As caras dele podem te tornar paranóico. Tenho que admitir que teve horas que me deu uma vontade de matar alguém (cuidado comigo).
        Ainda continuo pensando que aquele rio parece groselha (isso não sai da minha cabeça), mas as atuações, a trama fazem de O Iluminado um bom filme. Não um dos melhores filmes de Hollywoddy nem mesmo o melhor filme de terror (para mim não existe filme de terror), mas é um bom filme, mas assista o filme sozinho, que você começa a participar de toda a paranóia.

25 de fevereiro de 2009

Oscar 2009- Os úncos que eu vi...

        Já vou falando: não assisti todos os filmes que foram indicados ao Oscar. Só porque o filme foi indicado ao Oscar eu tenho que ver? Duvido que meu amigo assistiria Speed Racer novamente se ganhasse o Oscar de melhores efeitos, mas isso não vem ao caso. O caso é que apenas comentarei dos ganhadores dos quais eu vi os filmes. E vamos começar com...

        Melhor Atriz- Kate Winslet














        Olha, a Kate esta muito bem em "O Leitor", mas será mesmo que a atuação dela mereceu o Oscar? Como diz o meu amigo "É só fazer um filme sobre o holocausto que a academia de da um prêmio".

        Melhor Ator Coadjuvante- Heath Ledger












      
         E tinha alguma dúvida? Heath ganha com certeza. A sua atuação é uma das melhores de todos os vilões já feitos no cinema baseadas em histórias em quadrinhos. Infelizmente o ator faleceu e quem ganhou o prêmio foi a família. Mesmo que ele não tenha recebido o prêmio, nada é melhor do que seu trabalho pode fazer. Imagine se ele não tivesse ganho? Fogo no Kodak Theatre.

        Melhor Atriz Coadjuvante- Penélope Cruz














        Eu posso não ter gostado de Vick Christina Barcelona, mas não posso negar que o filme é bom e quem realmente rouba a cena não é Vick, nem Christina e nem Barcelona, e sim Maria Elena (Cruz). A personagem é inexplicável. É doentia pela arte e pelo amor, pela matança e pelo ódio. A atriz merecia.

Melhor Animação- Wall - e
        Isso nem era competição. Wall-e ganha de qualquer panda gordo que desce a montanha e aprende kung fu e de um cachorro qualquer. Wall-e é inovador, sem voz, apenas imagens e sons. Nada mais do que merecido.

"The Musicals are back" baby- e falo sério


        Acabei de voltar de viagem e esta é uma rápida postagem sobre o Oscar, pelos videos que eu vi até agora eu gostei foram dois: o espetáculo musical (claro que, quem gosta de musicais deve ter adorado este video) com vários atores, entre eles o acsal de HSM (só para saberem qual o video).
        O Hugh Jackman misturou várias músicas de musicais conhecidos (foi um crime terem colocado HSM 3 e nem terem ligado para Sweeney Todd, Rent, Dreamgirls, Hair, Mary Poppins, verdadeiros musicais) e foi completamente magnífico (ou como diria Seu Ladir de Toma Lá da Cá: "É Ma-ra"). Foi uma mistura só: Chicago, Hairspray, Mamma Mia!, Moulin Rouge, O mágico de Oz, High School Musical (argh!), todos os musicais numa só música.

        O outro video foi o da introdução de vários filmes que estavam sendo indicados, entre eles: "O Leitor", "O Curioso Caso de Benjamim Button", "O Lutador", entre outros. Jackman gritando "I am Wolverine" fez eu rir muito.



        Agora me arrependo profundamente por ter ido no sítio do meu amigo (não poderia ficar em casa, meus pais também foram) e posso ter perdido uma das melhores apresentações (outra foi a das figuras atrás das cortinas, que até fizeram um sapato do "O diabo veste Prada") já feitas. Pelo visto todo o Oscar foi apresentado em musical. Ou seja, não adianta negar pessoas que o acham rídiculo, coisas de homossexuais, impossível e extremamente chato. É um fato e Jackman da ênfase a esta fala: "The Musicals are back!" (Os musicais estão de volta!) e se tentarem nos impedir, essas duas moças abaixo não gostarão e farão algo muito ruim à vocês.

21 de fevereiro de 2009

Carnaval e eu sem meu Oscar...



        Ainda não acredito que viajarei para um sítio (tudo bem que é bem legal, mas é no interior de São Paulo, lugar sem informações além do Jornal Nacional) e não poderei ver o Oscar e tudo isso por causa do que: Carnaval. Serei bem sincero: não gosto de Carnaval.
        Carnaval só serve mesmo para feriado. As músicas (tanto que tem aquela piada de como começou o samba e são dois caras falando "Te cutuco" e o outro "Não me cutuca" e você repete várias vezes) tem o mesmo ritmo sempre, o que faz ficar bem enjoativo. As letras são piores ainda. Mistura barroco, senzala, arcadismo, romantismo, escravidão, famílias reais, entre outros e eu pergunto: Para que misturar tudo isso? Faça uma música com um assunto e que não pareça uma aula de História.

        As roupas. Nem preciso dizer que as roupas são extremamente escandalosas (acho que nem o Ryan de High School Musical usaria isso). É muito berrante e muitas delas são feias e parece que todo ano são as mesmas, a única coisa que muda é a cor.


        Claro que temos o feriado, um lado positivo e também temos outro: Ivete Sangalo. Acho que a única coisa que faz realmente a diferença de todo o Carnaval são as músicas delas. Mesmo sendo as mesmas músicas todas as vezes (como um especial do Roberto Carlos), o estilo de música dela é diferente, é animador e não uma aula.
        Infelizmente ficarei fora por um tempo (tipo até o fim do feriado) e gostaria de quando chegar postar alguma coisa sobre o Oscar, mas infelizmente apenas a TNT passará. Assim que chegar verei o Oscar no youtube (salva a vida de muitos que viajarão) e comentarei. Bom Carnaval para você, mesmo que você goste ou não. Gostaria também que o Brasil aceitasse novas culturas (como o de comemorações de filmes Hollywodianos) para que houvesse diversidade no Carnaval e que nada dependesse de acontecer por causa do Império Globo.

17 de fevereiro de 2009

Carandiru- blog agora também tem nacionais



          Pode se dizer que Carandiru é um dos melhores filmes nacionais (para eu dizer isso é porque o filme é muito bom). O filme se desenrola com os presidiários declarando a história de como acabaram na prisão, sendo por um assalto, adultério ou assassinatos, para o Dr. Drauzio Varella e com a rebelião de 92.

          Os presidiários reclamam de várias coisas, como por exemplo: comida, uso obsessivo de drogas, AIDS e HIV, estupro. Eles só não reclamam de uma coisa: saúde. Claro né? Afinal, o filme é baseado no livro do Varella, não faria sentido ele reclamar dele mesmo, algo que em documentários os presidiários reclamam totalmente a forma da saúde da prisão Carandiru. O filme também relata a formação de gangues, uso de armas e assassinatos internos no próprio Carandirú, e assassinatos pelo não pagamento de drogas.
          Isto eu tenho que comentar: Zico é morto (desculpem o spoiler), mas Peixeira não consegue dar o golpe final. Nisso, Peixeira começa a sentir culpa e a primeira pessoa que ele visita é médico e pergunta para ele se culpa tem remédio. O médico fala: “Se tivesse todo mundo iria querer. O que acontece com Peixeira então? Vai para a religião. Ele entra numa capela e procura sua salvação em Deus, o que para mim é completamente ridículo.
          Agora pensem comigo: você foi bandido, matou gente, não cumpriu os 10 mandamentos e tem a coragem de ainda se declarar religioso? Sinto muito, mas isso não entra na minha cabeça. Se um ladrão desobedeceu as regras da religião ele merece uma segunda chance? Devo dizer que sim, afinal somos pecadores, mas isso acontece apenas em poucos delitos. Tenho que comentar também que o padre na cena da capela me lembrou muito a crente do O Nevoeiro.

          Depois de quase 2 horas do filme finalmente chega o clímax: a rebelião. Tudo aconteceu pela coisa mais ridícula do mundo: uma cueca no varal. Um cara queria pendurar sua cueca no varal, outros não deixaram e tiraram a cueca dele do varal e ai começou a briga e depois dela a rebelião no pavilhão 9. Nisso eles acabam colocando fogo no prédio (se eles fossem espertos, saberiam que o fogo se espalharia) e ai chega a polícia. Quem não estivesse numa cela trancada era morto. A polícia estava matando todo mundo.

O filme mostra também algo que esta sendo discutido até hoje: a reeducação. Quando uma pessoa é presa, o objetivo é de reeducala e devolve-la à sociedade. O filme mostra o que realmente acontece: uma pequena parte das pessoas conseguem ser reeducadas, mas a grande maioria continua sendo bandido.

Este é um dos melhores filmes nacionias, com vários artistas conheceidos ( muito deles da Rede Globo) que fazem uma bela atuação. Carandiru deveria se tornar uma das obras cinematográficas obrigatórias para todas as casas de detenção e para as pessoas.

Denise está chamando (1995)- O que a tecnoliga faz com a sociedade

        Hoje, minha amada e sarcástica professora de geografia passou um filme chamado "Denise está chamando". O filme não é muito conhceido, já que quase nenhuma locadora possui o DVD e poucas possuem o VHS (aparelho pré-histórico). O filme começou e o pessoal da sala depois de 30 minutos começou "que filme chato". No final então soltaram os berros. E foi apenas o amigo diretor (Luciano) e eu (Felipe) que gostamos do filme?
        O filme é bem simples: fala sobre as pessoas e como a tecnologia mexeu nelas. Todo mundo fala pelo telefone. Ninguém sai para ir ao cinema, ninguém vai ao parque, apenas falam pelo telefone e grande parte do filme é assim, o que o torna sensacional! Sabe aquelas chamadas coletivas em filme americano? Imagine isso só que bem mais divertido, principalmente a personagem Denise. Denise foi num banco de esperma e engravidou. Ela descobriu o nome do cara de quem está grávida e decide falar com ele, sem mencionar o filho. Imagine só alguém ligar do nada e começar a conversar com você?
        O filme também tem um casal que faz tudo por telefone (e nunca sai novamente) até mesmo sexo por telefone e o pior: os dois nunca se viram na vida. É o cúmulo da tecnologia, por assim dizer. Quantas pessoas ficam no MSN ou no ICQ (pré-histórico) ou Orkut da vida ou entrar em blogs (sarcasmo), invés de sair com os amigos e ver um bom filme ou apenas conversar?
        Mas o filme mostra também o outro lado da moeda: a aproximação. Quando Denise está tendo o bebê, todo os persogangens (até uma tia louca que eu adorei) conversam com Denise durante o parto (uma das melhores cenas de todo o filme).

     O filme é simples, parecido com o estilo de Juno, mas completamente diferente (só me conhecendo para entender) e ainda tem aquele humor negro que muita gente adora. Meus amigos reclamaram do final, mas achei ele muito bom. Denise está chamando é excelente e recomendo para todos.

16 de fevereiro de 2009

Xenofobia- Se eles querem nos expulsar...faremos o mesmo!



        Este quadro acima mostra um sarcasmo: este país trata as pessoas como iguais e dão maltratos como iguais.
        Então, acho que vocês souberam ou não sobre o ataque à brasileira Paula Oliveira. Se você não sabe eu te conto um resumo: uma brasileira de 26 anos, advogada, sofreu um ataque de skinheads (os "neonzistas" que adoram matar várias pessoas, de estrangeiros à homossexuais) numa estação de metrô na Suíça. Isso que eles fizeram foi um preconceito chamado xenofobia.

        Em O Silêncio de Melinda o professor pergunta para a sala o por quê do filho dele não conseguir um emprego, já que a família está há 200 anos nos Estados Unidos. Os alunos dão idéias, entre elas que o filho do professor é vagabundo. Quando começa a discussão, o professor decide cancelar o debate. Nisso um aluno levanta e fala para o professor que ele está sendo preconceituoso e xenofóbico, ou seja, preconceituoso contra os estrangeiros.
        Os estrangeiros são parte da população e temos que aceitar isso. Será que realmente teremos que voltar ao tempo no qual minha professora de história era um bebê (brincadeira Dirce) na Grécia Antiga, época a qual o estrangeiro não era considerado um cidadão? E mais: normalmente quando uma pessoa vira um imigrante, que tipo de trabalho ela fará? Que trabalho os italianos fizeram no Brasil quando houve uma grande imigração? Simples: muitos, se não forem todos, trabalharam em fazendas, ou seja, trabalhos braçais e forçados, algo que os nacionalistas não se atreveriam a realizar.
        O pior, neste caso da advogada, não são os neonazistas (como isso é possível?) o pior é o governo aceitar esse comportamento e pior ainda: apoiar! O SVP, que é o Partido do Povo Suíço, apoia a ideologia do anti-imigrante (olha a imagem ao lado, mostrando que somos as "ovelhas negras"), já que existe a possibilidade de que este cargo poderia estar sendo ocupado por um suíço.


        Se eles querem expulsar os estrangeiros, o Brasil não pode apenas ficar parado (como fez com o caso da hidrelétrica no Paraguai e aceitou um novo contrato [burros]) e temos que agir. Se eles querem fechar a porta para nós, nós fecharemos também nossa porta para eles. Isso, com certeza causará um distúrbio na economia e até mesmo cultural entre as duas metrópoles, mas não podemos deixar que este ato contra nós seja levado em vão. Afinal, o que teria acontecido se fosse você? Você gostaria de ter o quê? A resposta é simples: justiça.

15 de fevereiro de 2009

Vencedor da enquete Indiana Jones


        Finalmente a enquete do Indiana Jones acabou. Teve 20 pessoas votando. Acho que é um número razoável, mas deixa de lado.
        Em primeiro lugar esta o "A Última Cruzada", na minha opinião o melhor. Adoro a atuação do Sean Connery e da história.
        Em segundo lugar ficou o " A Arca perdida". Eu vi algumas cenas desse, mas não me empolgou. Este é o preferido de muitas pessoas, entre elas o "amigo diretor".
        Em terceiro lugar por apenas um voto está " A caveira de Cristal". Gostei muito desse, mas acho que não consegue ganhar do terceiro filme.
        E em último e quarto lugar está "O templo da perdição". Eu gosto desse. É legalzinho. É bem parecido com o assunto da caveira que tem no último filme. Adoro a cena do coração.
        Obrigado a todos por votarem!

O silêncio de Melinda- Nem todos os segredos são para ficarem guardados

        Acabei de ver o filme O silêncio de Melinda e achei muito bom. Acho que é o melhor da Kristen Stewart (sabe a Bella de Crepúsculo? Então, é ela).
        O filme tem um tema parecido com o filme "O Leitor": Melinda tinha várias amigas, até que uma noite, numa festa, Melinda ligou para a emergência. A festa acabou, pessoas foram presas e todos culpam Melinda. É o certo né? "Vamos excluí-la, ela acabou com a festa". O que ninguém sabe é que Melinda foi estrupada. Melinda começa a ficar calada (o que faz o sentido do título em inglês: "Speak") e fala apenas coisas do tipo "que legal", "oi", "tchau", "estou bem", mas não fala nada sobre a noite nem de de seus sentimentos. E o pior: sua ex-melhor amiga está saindo com o cara que a estuprou.
       Acho que a Kristen Stewart adora filmes que ela é uma menina problemática. Primeiro temos seu maior sucesso: "Crepúsuclo". Bella não tem problemas psicológicos, mas tem seus problemas pessoais, como não contar que seu namorado é um vampiro, chatear seu pai para o melhor dele, fugir do namorado, entre outros. Nem preciso dizer o quanto ela sofrerá em Lua Nova. Seu outro filme: o Quarto do Pânico. Nesse Kristen têm problemas de saúde e quase morre no filme.
          O tema do filme fala de algo que realmente precisamos: falar. Se nós pensamos que o silêncio nos traz segurança, isso está errado. Temos que falar, para que todos saibam o que está realmente acontecendo conosco, sendo isso uma coisa felic ou não. 
        O filme é muito bom. Ao contrário de O Leitor o segredo é revelado (porque você contou? Queria tanto ver) mas a reação é completamente diferente. A Kristen está num dos seus melhores papéis. O filme não é marcante, mas vale muito a pena dar uma conferida. Não espere um segundo "Aos Treze", porque o filme não é.

Livro 2: Capítulo 4- Loucura

Capítulo 4- Loucura

- Rash o que tem atrás desta porta?- perguntou Packet.

-Nada que a senhora deva saber- disse Rash. A veia de sua testa começava a ficar cada vez mais visível enquanto ficava com raiva e medo de querermos passar aquela porta.

-Esta é minha casa! Eu vou passar com você na minha frente ou não- disse Packet enquanto se prepara para lutar pela passagem.

-Seu pai não quer que ninguém passe por esta porta- gritou Rash- devo obedecer.

-Não importa o que meu pai disse- gritou Packet- tem sangue espalhado por toda a casa, todos os objetos estão quebrados ou rasgados e tudo indica que este lugar é de onde está a origem de tudo. Se você não me deixar passar, meus amigos e eu seremos forçados a ti machucar.

-Muito bem- disse Rash. Agora ele parecia mais tranqüilo. Parecia que todo o perigo já tinha passado- podem entrar.

Entramos na sala. Não tinha nada, nem mesmo a continuação do sangue. Seria esta uma pista falsa? Impossível, se fosse uma pista falsa, porque Rash ficaria tão preocupado com esta sala?

A sala era um depósito. Haviam caixas e teias de aranha espalhados por todo lugar. Era o recinto mais frio da casa e o mais aterrorizante. Nas paredes tinham facas, espadas, arcos e flechas, armas de todos os tipos. Entre todas as coisas vimos nada mais nada menos que uma fechadura na parede. Mas para quê uma fechadura na parede se não têm porta?

-Felizes agora?- perguntou Rash rindo da cara de todos- acho que informarei seu pai sobre o ocorrido imediatamente. Providenciarei que todos os utensílios da casa sejam jogados fora e novos seja comprados. Se vocês me dão liçensa.

-Que palhaçada é essa?- perguntei. Nada fazia sentido. Minha mão começou a fechar. Estava com vontade de bater em agluém. Estava começando a ficar muito irritado.

-Me desculpe Sr.Belkks- disse Rash com um tom irônico em sua voz- eu não entendi.

-A casa foi invadida, alguém está perseguindo Carmen e eu, e, você realmente ficará com essa cara de quem não sabe de nada? Eu vou embora daqui imediatamente.

-Infelizmente isso não poderá ocorrer- disse Rash, ainda utilizando seu tom irônico que nos irritava cada vez mais- os ônibus só vêm para cá uma vez por semana. Os senhores terão que esperar.

-Isso é um absurdo!- gritou Stall. Acho que não era o único a estar começando a ficar com raiva. As veias de Stall começaram a ficar mais visíveis e sua voz começou a ficar irritada e grosa- vamos Juliet, chamarei um carro para pegar todos nós.

- Acho que isso não será possível- disse Rash. Seu tom de irônico começou a ficar cada vez mais agudo, como se aquilo acontecesse normalmente. Sua cara não mostra espanto nem medo- está chovendo muito e normalmente a chuva dura dois dias seguidos no verão, de dia e de noite. Os senhores terão que ficar.

-Quero falar com meu pai!- exigiu Packet- Ele com certeza fará alguma coisa sobre isso. Isso simplesmente é inadmissível.

-Acredito que os seus celulares não estão com sinal- disse Rash- o sinal daqui não é muito bom, com chuva piora ainda mais.

Estamos presos. Não conseguia ficar mais um minuto na casa. Queria ir embora. Não queria que a vida de todos nós estivesse em risco. Mas isso era o menos enlouquecedor. A pessoa falou que era minha amiga e de repente sumiu. Então o que eu vi foi um fantasma? Impossível, essas coisas não existem. Alguém invadiu a casa. Alguém conhecido e parecia querer vingança.

-Se teremos que ficar aqui- disse High. Ele ainda não entendia o que tinha acontecido. Parecia tudo um filme no qual ele estava. Mas não era um filme. Era a vida ou morte- temos que pensar num plano.

-Primeiro dormiremos todos juntos- disse Carmen. Seus olhos estavam vermelhos de tanto chorar de medo- não podemos nos arriscar.

-Muito bem- eu disse. Estava pensando num recinto seguro e que dava para todos nós ficarmos juntos. Nos quartos não dariam. Mesmo eles sendo enormes, não cabiam todos nós. Tinha que ser um lugar maior.

-Que tal a sala de cinema?- sugeriu Packet- os empregados tiram as poltronas e os pufes e conseguimos dormir lá.

-Muito bem- disse Rash. Agora se curvando para todos nós- farei o que foi pedido.

-Temos que deixar a casa menor- disse. A possibilidade de um lugar amplo só fazia a casa ser cada vez menos segura- Será proibida a ida ao segundo andar.

A noite não foi passada rapidamente. Deixamos passar o um filme antigo, mas ainda colorido só para conseguir ter luminosidade na sala. Ninguém conseguia dormir. Muito menos Carmen. Já não conseguia dormir bem por causa de Gabriel e Sky. A saudade tomava seu coração. Agora era o medo. O medo de um desconhecido.

“Quem poderia ser?” pensava. Meus amigos mais próximos: um morreu e outro está desaparecido. “Talvez seja um amigo de infância” pensei mais uma vez na nova possibilidade. Quando criança, muitos amigos meus se mudaram para outras cidades e até mesmo outros países.

Estava enrolado em meu cobertor. Meus amigos tentavam ver o filme para se distrair, mas isso não me ajudaria. Estava começando a enlouquecer. Quem era ele? O que ele queria? Por que eu? Por que Packet? Como ele entrou? Por que Rash estava tão irritado e depois ficou normal, como se nada tivesse acontecido?

-Você esta bem?- perguntou Packet. Ela estava com uma voz de preocupada. Provavelmente era por minha causa.

-Estou bem- menti. A possibilidade de deixá-la mais nervosa não agradaria ninguém. Já bastava um louco na casa.

- Eu te conheço Bel- disse Packet- você não é um bom mentiroso.

-Estou falando a verdade- menti novamente. Como ela descobriu?

-Você começou a olhar para os lados para não me encarar, seus pés não param quietos e você esta com este olhar. Você não me engana.

Não sabia que fazia isso. Quando me dei conta, meus pés estão se mexendo muito rápido e eu realmente estava começando a olhar para os outros lados.

-Não quero te preocupar- disse tentando protegê-la.

-Coitado de você- disse Packet num tom irônico- minha casa foi invadida, está cheia de sangue nos corredores e não podemos ir embora. Você realmente acha que ficarei tranqüila?

-Estou preocupado com todos- disse sinceramente- principalmente com você. Não posso deixar que algo aconteça com você. Não suportaria.

-Não se preocupe comigo. Sei me cuidar. Temos que ficar preocupados com Carmen.

E foi então quer percebi. Carmen parou de ver o filme. Agora estava enrolada no cobertor, como eu. Ela parecia perturbada. Estava de costas para todos. Virada para a parede. Este era um sinal: ela não queria falar com ninguém.

-Você poderia fazer uma coisa por mim?- perguntei para Packet. Realmente estava precisando.

-Qualquer cosa- disse Packet num tom de aceitação. Parecia que qualquer coisa que eu falasse ela aceitaria.

-Dormiria comigo?- perguntei. O tom da minha voz parecia mais covarde do que romântico.

-Você quer fazer...

 -Não!- sussurrei- apenas quero ficar do seu lado, sabendo que você esta comigo. Sabendo que estou do seu lado para protegê-la.

- Tudo bem- disse Packet.

Ela entrou no cobertor e estávamos abraçados. O calor humano que vinha de Packet transmitia a mensagem de que tudo estava bem. Queria que o meu calor passa-se a mesma sensação, mas infelizmente ele passava uma sensação de perigo e ao mesmo tempo a sensação de proteção absoluta.

           A luz começou a sair pelos pequenos buracos da janela fechada. Agora estavam terminando de ver o filme. Carmen conseguiu dormir, o que deixou todos com uma sensação de alivio. Mas isso não importava. Estava deitado do lado de meu amor. Ela já estava dormindo. O saber de que ela estava do meu lado, com a sensação de qualquer coisa que acontece fez com que eu conseguisse dormir. Mas não consegui esquecer uma coisa: estava começando a ficar paranóico.   

14 de fevereiro de 2009

1000 vistas- TÔ TÃO FELIZ!



        Gente desculpa, mas minha internet está sendo um problema grave para mim. Estou muito feliz que conseguimos chegar a este número. Muito obrigado a todos que visitam o site, mesmo que não comentem.
        Para esta comemoração, acho que deveria fazer alguma coisa que agradasse a todos, já que alguns adoram filmes e outros adoram livros. Por que não dar logo os dois? Para comemorar, aqui estão: o capítulo 3 do livro 2 e a crítica do Silêncio de Melinda.

                   E mais uma coisa: gostaria de fazer uma crítica a mim mesmo. Sei que isso é difícil, mas conseguirei.
Acho que minhas primeiras críticas foram ruins, como por exemplo Rent, Hairspray, Friends e Pushinh Daisies, entre outros, que deveriam receber algo mais digno de sua tremenda beleza. Adoro meu texto de "Chicago", a comparação das duas Fantástica Fábrica de Chocolate, a idéia dos Top 10 de musicais e top 5 das melhore músicas, a dos Ipods, entre outros.
        Mais uma vez obrigado a todos.

11 de fevereiro de 2009

Adultos- como entender a mente de um adolescente/ criança?

        Bem, este é um post que eu não costumo fazer, mas o tema se tornou cada vez mais chamativo. As falas que vou citar não são exatamente o que está entre aspas, mas é a mesma coisa praticamente. Muitos adultos não entendem a mentalidade juvenil, embora ainda existam adultos que nos entendem e não precisam ser psicólogos.

        Hoje meu professor de Química falou sobre como fazer um resumo de um filme ele deu o exemplo de Crepúsculo. "É a história sobre um vampiro que não mata, não chupa, não morde que se apaixona por uma menina humana. Ai aparece um clã de vampiros e um dos vampiros mata, chupa e morde e quer a menina. É melhor ver Romeu e Julieta". Claro que o professor não mostrou como fazer o resumo, apenas colocou a opinião dele sobre o filme.
        Existem sim, adolescentes que não gostam de Crepúsculo e a série de Meyer, mas adoro a série. É simples, tem romance, tem vampiros, tem um pouco, mas tem ação, é uma fantasia, ou seja, coisas que nós jovens, admiramos.

      "Não poderia dar a fábrica a um adulto. O adulto faria a fábrica do modo dele e não ao meu, por isso que eu escolhi uma criança" A fantástica fantástica fábrica de chocolate. Vemos já que os adultos tem seus próprios pensamentos. As crianças também, mas suas mentes ainda podem ser moldadas, o que Wonka queria para poder continuar com sua fantasia.


        "Com o passar do tempo, as crianças crescem e viram adulto e param de acreditar em contos de fadas" Peter Pan. Quando somos crianças nossos pais nos contam sobre o coelhinho da Páscoa e do Papai Noel e nos decepcionamos depois. Com o passar do tempo o adulto amadurece, enquanto a criança gosta de viver o agora, num mundo de fantasia. O que o adulto quer, no caso de Peter Pan, é que crianças cresçam, não podendo exprimir suas idéias e sonhos.

        Os pais, hoje em dia, são mais liberais, mas ainda existem famílias conservadoras como a minha. Não posso fazer tais coisas porque meus pais não aprovam. Eu não vou me matar nem viajar para o México, trocar de nome e me chamar de Juan Carlos de Motenegro e começar a vender drogas. Eu apenas quero fazer as coisas que eu gosto. Isso é pecado?
        Com o passar dos anos, nossa mente se molda e formamos nossas próprias ideologias. Mas será mesmo que temos que esquecer o passado? Afinal, os nossos pais já foram crianças/adolescentes. Por quê não podemos ter nossas próprias idéias/opiniões;decisões, mesmo sendo elas fantasiosas e que não estragam o futuro de nossas vidas? Não podemos ter nossa mentes livres?