28 de fevereiro de 2010

MÚSICA DA SEMANA- 28/02

Na noite de quinta-feira, se não me engano, meus pais acharam que eu estava muito revoltado com a vida. Motivo? Acho que eles estão muito melodramáticos com tudo (mas isso eles já eram desde sempre, apenas atingiram o máximo que eles podiam). Então eu pensei numa música sobre a "revolta" adolescente da época deles, e, eis aqui um clássico de uma das bandas de rock mais famosas do mundo: Pink Floyd. E o video por sinal, é muito bom! Tem uma história por volta dele. Adoro clips assim!
PS: Não se esqueçam de postar suas músicas! Tema: Paramore!


Another Brick In The Wall- Pink Floyd



25 de fevereiro de 2010

MÚSICA DO PÚBLICO- 25/02

Quando eu fiz esse tema, eu pensava já em algumas músicas na final, como por exemplo Twist and Shout e Hey Jude. Mas acreditem ou não pessoal: elas nem chegaram perto. Na verdade, a música mais votada é uma das mais desconhecidas, motivo pela minha feliz surpresa, e, na verdade é uma das mais bonitas músicas do grupo, principalmente se colocada numa tela como foi feito em Across The Universe. Como muitos conhecem I Wanna Hold Your Hand, vamos dar uma opurtunidade para novos conhecimentos e novas formas além das originais (e saibam que o tema das enquetes não precisam ser a versão original). Infelizmente não achei nenhum video legendado. Então...
Próximo tema: Paramore.

Let It Be- Jennifer Hudson

24 de fevereiro de 2010

UM OLHAR DO PARAÍSO- Peter Jackson decepciona muitos...

Mas a mim não!


vou tirar o "barato", como diria minha mãe, de alguns de meus caros e amados leitores: se você é um super fã do Peter Jackson (assim como eu), o diretor dos grandes Senhor dos Anéis e ainda do espetacular King Kong, já saiba: não espere o máximo do diretor, ou melhor dizendo, não ache que seu filme seja mais uma grande obra-prima. Melhor ainda: não deixe a fama dele (Peter) te subir à cabeça, porque você vai cair feio, mesmo que Um Olhar do Paraíso seja um filme muito bom (bem feito e com uma grande história).


A história é sobre Susie Salmon, uma adolescente de 14 anos que foi assassinada por um de seus "inocentes" vizinhos. Agora morta, Susie vive num "meio-termo", num pesudo-céu, no qual ela ainda consegue se "conectar" com a vida na Terra, tentando assim mostrar para o pai e para a irmã quem a matou, podendo ainda salvar a vida de muitas meninas e se vingar de seu assassino.


Um Olhar do Paraíso pode (como já fez) decepcionar muitos, mas dar, nota 1 para o filme, por exemplo, é quase um crime capital (exagero meu, mas tudo bem), como muitos críticos estão fazendo por aí. A fotografia é sensacional, pra começo de conversa, o que já seria o suficiente para não dar uma nota 1. Não é perfeita como vimos nos outros trabalhos do Peter, mas é bem mais poética e linda do que tecnicamente perfeita, embora ainda seja belíssima (tanto que se o Céu/ Paraíso fosse desse jeito, ficaria sem evitar).


Outra coisa que muitos críticos estão criticando (dã) é que o filme não se decide entre a comédia leve, a fantasia, o suspense e o drama. Então digo para vocês: "Não é bom um filme que tenha todas, ou algumas, dessas caracterísitcas? Afinal, vamos ao cinema para assistir um filme que seja, por exemplo, de ação, drama, aventura, fantasia, comédia, romance, suspense, terror, musical, ou qualquer outra coisa, certo? Então Imagine então um filme com muitas características dos gêneros que tanto gostamos e amamos. Qual o problema de misturar se pode ficar (e ficou) tão bem, como ficou em Paraíso?". Na hora da fantasia, Jackson faz de forma poética. A comédia ele usa muito bem com a Susan Saradon, como avó de Susie (tanto que a cena que ele arruma a casa é a mais engraçada do filme, e ainda assim "trágica", pelo fato dela ser uma avó diferente de muitas outras). O suspense então fica encarregado por Stanley Tucci (indicado ao Oscar por mérito e num de seus melhores e diferente papel), deixando toda a tensão em seu olhar. Simplesmente perfeito! E, se eu fosse o Peter Jackson, para deixar ainda mais perfeito ainda, não mostraria toda a face do vilão, apenas sua boca e seus olhos (talvez a testa para deixar certos momentos de tensão), e claro, mudaria o final do personagem para algo que fosse mais "natural".

Sendo assim, curto e grosso, pare de pensar que esta será a nova das grandes maravilhas do Peter Jackson, senão você derrapa feio! Mas ainda assim, Um Olhar do Paraíso é mais um dos filmes (assim como Nine) massacrado pela crítica (mas não pelos mesmo motivos, eu acho), concorrendo ao Oscar este ano, e que por acaso, eu acho bom. Pra mim, ainda é um grande filme do Peter Jackson. Não uma obra-prima (como todos esperam), mas ainda assim é um grande filme. E a comparação entre Amor Além da Vida, pode até ser feita pelo "meio-termo" existente em ambos. Mas ainda assim, eu prefiro o grande paraíso criado por Jackon, tanto que se existisse eu iria para lá. Mas vamos aproveitar o filme na grande tela, sendo assim mais divertido, e ainda nem que seja um pouco vivo.

21 de fevereiro de 2010

MÚSICA DA SEMANA-21/02


Não sei se vocês ficam "de olho" nos clips de músicas que saem por aí. Um exemplo de clip, que saiu há pouco tempo, é um tipo de "remake" da música do Michael J. para ajudar a África, usada há muito tempo: We Are The World. Lembra que eu falei que meus amigos já deviam saber qual era a música dessa semana? É exatamente pelo fato da música ser longa, sentimental, muito linda e que não paro de ouvir (mesmo sendo longa)! Assistam o video (só para avisar: ttem um depoimento antes do video. Se não quiser ouvir, espere um pouco para pular o depoimento)! Uma música com diversos artistas e de diversos gêneros!
OBS: TEMA DA MÚSICA DO PÚBLICO: THE BEATLES.
We are The World- Hope for Haiti

18 de fevereiro de 2010

A ÓRFÃ- Um dos muitos filmes de suspense que são...filmes

Esses capetinhas de hoje me divertem

Sabem quando você vai na locadora, aluga um filme de suspense, mas que não é suspense, nem aventura, nem ação, mas sim... um "filme"? Eu já vi vários desses tipos, entre meus preferidos estão Amigo Oculto, Voo Noturno e Plano de Voo. E não é que novamente saiu na locadora mais um filme do gênero de suspense, mas que é apenas um "filme"! Esse é A Orfã. E claro: não poderíamos esperar muita coisa do diretor do horrível A Casa de Cera, mas que pelo menos se saiu bem melhor dessa vez.


A história é sobre uma menina, Estcher, que mora num orfanato para meninas. Kate é uma mulher casada com John e tem dois filhos: a menina Max, infelizmente surda, e o menino Daniel, um menino-idiota-como-em-vários-outros-filmes. Após perder sua terceira filha antes mesmo dela nascer, Kate e John decidem adotar uma menina, e é aí que entra Estcher. Porém, no desenrolar da história, Kate começa a perceber que Estcher não é o anjo que parecia ser (como sempre! Dã!).


Como explicar o como um suspense se torna um "filme": simplesmente o filme não tem nada de surpreendente, mas é divertido. Por exemplo, sempre sabemos quando a Estcher aparece para fazer alguma de suas "adoráveis brincadeiras de uma típica menina de nove anos" (música de fundo! Só falta o dam-dam-dam!), mas achamos a cena, vamos dizer assim, divertida, um bom entretenimento (já falei que adoro ver gente matando gente, não? Principalmente nesse tipo de filme).


O final de A Orfã é bom e até original (já que os vilões ultimamente são crianças "adoráveis", como o menino-chato-e-que-não-dá-medo do fraco A Profecia). Mas o diretor não soube aproveitar em como fazer a cena da "revelação", muito menos nas atuações que poderiam ser mais aproveitadas pelas atrizes. Vera Farmiga está muito boa como Kate, não irritando ninguém como protagonista (o que aconte muito em filmes de terror, com O Chamado e O Grito). Na verdade, se não fosse ela, provavelmente eu estaria torcendo para Estcher, interpretada pela Isabelle Furhman, que interpreta muito bem a vilã, começando muto bem como a "inocente" e depois ficando ainda melhor depois da "revelação". Mas os personagens masculinos são horríveis. O irmão é um saco (como sempre)! Queria tanto que ele morresse! E o pai é um idiota por completo (interpretado por Peter Sarsgaard, que está mediocre comparando com seus outros trabalhos).


Ou seja meu caro leitor, se você quer ver um filme de suspense mas que é apenas um "filme" para se "divertir", assista A Orfã, mesmo que o filme contenha seus problemas, como os adoráveis "clichês". Afinal, quando vão parar de falar que a protagonista está errada mesmo quando ela apresenta todas as provas possíveis para acreditarem nela? Acho que nunca. Mas se for usado de forma coerente (palavra difícil! Anota!), pode vir!
OBS: Só para avisar pessoal: voltei!

16 de fevereiro de 2010

DUPLA SESSÃO, DUPLA POSTAGEM- AMOR SEM ESCALAS E ONDE VIVEM OS MONSTROS

George, qual filme devo levar na minha mala para assistir neste Carnaval?


Vocês devem estar pensando: "Se ele foi no cinema pra assistir dois filmes, ele tede ter ido numa quarta-feira que é mais barato". E pra quem pensa assim pensou certo! Sou conhecido amistosamente entre meus amigos como o famoso "pão-duro". Sempre falo: "Não sou pão-duro, apenas gosto de guardar meu dinheiro para meu futuro/cachorro". Então você acertou no pensamento de quarta-feira: assisti dois filme, mas... Quem disse que eu paguei pelos dois (não precisa dar sermão, tenho meus pais para isso e que já deram o mesmo)? Mas aposto que você já fez isso na sua adolescência! Diz a verdade! Fala! Fala! Ah! Me deixe ainda ter minhas vantagens de jovem [que aliás estarei perdendo ano que vem]) enquanto ainda posso.

Mas vamos falar dos filmes...

Eu paguei mesmo para assistir Amor Sem Escalas, o famoso filme que conseguiu "roubar" o Globo de Ouro de Roteiro do Tarantino por Bastardos Inglórios (que alías vi o roteiro para comprar na Livraria Cultura!) e que possui o mesmo diretor da engraçada comédia Juno. Mas pessoal, a "coisa" está sendo superestimada (essa sim, Avatar não. Acredite em mim).
A história é sobre um cara (George Clooney) que nunca se casou e nem teve muitos (se teve) relacionamentos sérios. Na verdade seu trabalho é a coisa mais prática: empresas contratam o serviço da empresa em que ele trabalha para demitir seus operários. Nessas viagens ele acaba encontrando uma amante e uma menina (Anna Kendrick) que desenvolveu um sistema para cortar as passagens de avião da empresa que o Clooney trabalha, e assim demitir as pessoas via computador. Sendo assim, Clooney tenta mostrar para a jovem como são as diferentes reações que as pessoas sentem a partir do momento que não precisam mais voltar.

O filme é perfeito para esta época! Na verdade uma das frases mais engraçadas e legais do filme é: "Pessoal, o mundo está entrando numa das maiores crises financeiras de todos os tempos, com pessoas perdendo empregos a cada segundo. Essa é a nossa chance!". Embora pareça maldoso, e num momento eu até pensei que tinha sido, o filme não fala nada mais nada menos do que a verdade sobre o desemprego nos EUA e em muitos lugares do mundo (só no Brasil que foi uma "marolinha"). Na verdade o filme é engraçado e inteligente (diga isso pro cara do meu lado, que conseguiu rir mais do que eu [fato histórico! Ninguém além da amiga da minha irmã consegue rir mais do que eu]), mas consegue seu ápice quando a Anna Kendrick (que mostra ser capaz de conseguir papéis melhores do que em Crepúsculo) aparece na tela. Na verdade todos os atores estão bem, a história é divertida (tanto que fazem uma homenagem ao Amelie Poulain) e todo o clima agrada. O que ninguém entendeu mesmo é como Sem Escalas conseguiu ganhar o Globo de Ouro. Isso nem eu não entendo...

Assim que acabou Sem Escalas fui ao banheiro, arrumar o cabelo (que como não deixo minha cabeça nem meu corpo parado quando vejo um filme, o mesmo fica meio "armado") e depois voltei para a sala... diferente. E assim fui assistir Onde Vivem os Monstros, filme infantil com o diretor do divertidíssimo Quero ser John Malkovich.

A história é sobre um menino, Max, que adora se divertir, principalmente quando usa sua fantasia de monstro (imagine uma pessoa querendo ser um Pokemon, Digimon ou algum "mom" da vida). Assim que discute com sua mãe, Max foge num barco, sem rumo e sem direção, chegando assim numa ilha. Assim que Max chega à ilha, ele encontra alguns monstros e assim o "título" do filme começa a fazer efeito sobre a história e Max começa a viver com esses monstros.
Para ser sincero, não achei Onde Vivem os Monstros nem bom nem ruim, achei mesmo é sem "sal". Como o filme é voltado para o público infantil, primeiramente, alguma "lição" tinha que ser aprendida, como tínhamos nos clássicos Disney e nos recentes filmes da Pixar. Mas nada. Onde Vivem os Montros não passa nenhuma lição, tanto que no final eu pensei: "É isso? Esse moleque chato não aprendeu nada? Fogueira nele!".


Mas pelo menos algumas coisas conseguem se salvar da película. Um belo exemplo é a fotografia, simplesmente magnífica. Outra coisa muito interessante é o fato dos monstros não serem computadorizados, mas sim parecidos com os os "Monstros" que víamos (pelo menos as pessoas que eram fãs da Sessão da Tarde) na triologia A História Sem Fim. E falando nisso, aproveito para finalizar meu texto, que pelo visto, já está grande demais. Então vai a dica: se você quer ver um filme sobre a "passagem" entre a adolescência e a infância, assista A História Sem Fim (principalmente o dois, meu favorito!), que esse sim ensina uma moral (muito bela, por sinal) e mostra as mesmas técnicas de Onde Vivem Os Monstros. Sem falar que acho que ninguém vai gostar do Max. Eita menino chato! (se alguém quiser usar esse adjetivo comigo, à vontade).

14 de fevereiro de 2010

MÚSICA DA SEMANA-13/02

Eu queria colocar mais uma música do Despertar da Primavera, mas acho que vocês me matariam de tanta coisa que estou falando sobre a peça. Então decidi pegar uma música mais calma, mas que ainda fala se expandir os horizontes, mesmo que não use palavrões (porra!). Embora não seja de uma peça, a música ficou extremamente famosa desde o final dos anos 90 até os dias de hoje, sendo a música da trilha sonora de um dos filmes mais famosos que tinha um grande posto no ranking em bilheteria, ganhando o Oscar de Melhor Canção Original. Acho que vocês sabem qual é...




My Heart Will Go On- Trilha Sonora de Titanic

12 de fevereiro de 2010

MÚSICA DO PÚBLICO- 12/02

Desculpe pessoal por não ter postado! Voltei pra casa ontem muito cansado do dentista e só acordei de novo... às 4 da manhã. Mas estou aqui agora, não estou? Então vamos ao assunto...
Tinha uma grande disputa entre I Say a Little Prayer e Check On It para alcançar Lady Marmalade. Mas dependendo da música que fosse escolhida para a luta, a batalha já estava vencida (e antes que alguém fale alguma coisa, sim, eu ouço todas as músicas. Prayer é um clássico e Check é legalzinha, mas tem um ritmo repetitivo). Então o vencedor todos já sabem...
OBS: ESSA SEMANA NÃO TERÁ MÚSICA DO PÚBLICO, POIS TAMBÉM VOU VIAJAR (MAS JÁ DEIXEI POSTAGENS PARA MEUS CAROS E ADORÁVEIS LEITORES!)

Lady Marmalade- Trilha Sonora do filme Moulin Rouge



9 de fevereiro de 2010

PRÉVIA: O DESPERTAR DA PRIMAVERA- Depois de Avenida Q, peça da dupla M&B vem para SP!

Despertar em muitos sentidos


Eu conheci o trabalho da dupla Moeller e Botelho na adaptação do musical da Broadway Avenida Q (Avenue Q, no original). A versão deles estava tão bem traduzida que fui assistir três vezes, isso porque não existe um cd à venda. Claro que eles fizeram outros trabalhos que eu não vi, como A Noviça Rebelde (que possui Cd), 7- O Musical, Beatles num Céu de Diamantes, entre outros. Isso quer dizer que agora sou fã da dupla? Acho que sim. Tanto que estou ansioso para a próxima peça da dupla que vem para SP (e que já estreou no Rio): Despertar da Primavera. Meus amigos da escola já estão de saco deste ser que vos fala, comentando sem parar sobre a peça. Mas fazer o que? Estou viciado!


A história tem seus protagonistas, mas o que importa é todo o contexto. Na Alemanha, no início do século 20, um grupo de garotas e garotos se perguntam de "de onde nascem os bebês?", "que energia é essa quando "brincam" com eles mesmos?". Porém seus pais, rígidos, só dizem que bebês nascem a partir do momento que uma mulher e um homem, casados, compartilham de um amor. Mas claro, na adolescência não queremos saber só isso, mas sim toda a verdade. Nesse contexto, a história fala sobre a descoberta da sexualidade, abuso sexual (em adolescentes), amor, masturbação, pressão familiar, homossexualismo, suicídio, aborto, amizade e muito mais, além do inferno mais conhecido entre os adolescentes: a escola.


Como vocês perceberam pela música desta semana, o musical é sério, mas parece ter algumas pitadas de humor negro e sarcasmo. Sem falar nas músicas belíssimas, como Mama, Me Explica (e Reprise) e outras, rebeldes, como por exemplo Nessa Merda de Vida e Se Fodeu. Além disso a peça conta com um elenco de excelentes cantores, cenário e figurino.
A única coisa que falta agora é saber quando a peça chega à São Paulo, para assim maravilhar-me com o despertar de um novo musical do teatro brasileiro, que está crescendo cada vez mais nos últimos anos.

8 de fevereiro de 2010

MÚSICA DA SEMANA- 07/02


Não sei se muitos de vocês conhecem alguma coisa sobre o teatro musical brasileiro. Eu mesmo o conheci apenas com A Bela e a Fera, e depois de um intervalo de tempo, só com O Fantasma da Ópera. Hoje estou grudado para saber qualquer novidade sobre o teatro musical. Por exemplo, esse ano vai lançar Hair, A Gaiola das Loucas e Gypsy (e talvez no final do ano Nine), e esse ano vem para São Paulo a peça Hairspray e O Despertar da Primavera, essas duas as quais estou louco para assistir (que são do mesmo diretor e tradutor de Avenida Q).
Pois bem, nessa semana que passou, foi disponibilizado o download oficial da trilha sonora da peça O Despertar da Primavera aqui. Nem preciso dizer que logo baixei, ouvi e agora não paro mais de escutar. Nem preciso dizer também que eu escolhi uma música para esta data tão importante. Mas a música que eu escolhi, que fala sobre adolescência, não tem "video" disponível. Então peguei a música que fala sobre masturbação (sim, você leu certo) e uma parte de homossexualidade, isso com um toque de adolescência e sarcasmo (o que eu acho muito engraçado e criativo). Aproveitem!
OBS: INDIQUEM A MÚSICA DO PÚBLICO. TEMA: TRILHA SONORA!


Nessa Merda de Vida- O Despertar da Primavera


4 de fevereiro de 2010

MÚSICA DO PÚBLICO- 04/02

Acho que para este primeiro tema de Música do Público, as indicações foram muito boas não? Fiquei até surpreso pela quantidade de pessoas que indicaram músicas e agradeço á todos pela colaboração e que muitos mais comecem a participar!
Bem, a decisão não foi difícil, tenho que admitir. Afinal, se eu não tivesse postado Halo antes, a música poderia ter sido mais votada do que realmente foi. Mas entre as duas finalistas eu fico com uma música viciante e que pode ficar na sua cabeça por dias...


NOVO TEMA DESSA SEMANA: Trilha Sonora!



Single Ladies- Beyoncé

2 de fevereiro de 2010

NINE- Pode não ter sido bem aproveitado, mas não vale toda a crítica negativa que fizeram

Cuidado! Tenho uma cadeira e não tenho medo de usá-la!



Não escutem o que os outros críticos estão falando, pelo menos os que estão eles besteiras invés de fatos fundamentais. O Rubens E. Filho, por exemplo, não elogiou a Nicole Kidman porque ela colocou... botox? Uma crítica da Veja, que não tinha gostado de Chicago nem de Memórias de uma Gueixa (do mesmo diretor) assistiu Nine pra... que? Então pessoal, fiquem atentos com algumas coisas que estão falando sobre Nine. Lembra quando eu disse algo sobre uma conspiração anti-Nine? É praticamente o que está se repetindo aqui que aconteceu nos EUA.
Nine era praticamente um musical garantido: grande elenco, coreografias, músicas e fotografia fantástica. Só que tinha apenas uma "falha": muitas pessoas queriam acabar com o diretor Rob Marshall. E como se faz isso no cinema? Pagam críticos para meter o pau no filme (como aqui no Brasil que temos o Rubens). Claro que a "avalanche" Avatar também não ajudou o filme (nem nenhuma outra película) a ser um fracasso nos EUA (e parece que será a mesma coisa aqui). Mas Nine não merece estar recebendo tudo isso, pois afinal, é um belo entretenimento.


Li em muitos lugares sinopses diferentes, tanto que eu escrevi uma sinopse "falsa" aqui mesmo no blog. A histótia continua sendo do diretor italiano Guido Contini, em grande depressão artística, sem saber como começar seu novo filme, mesmo que este já tenha figurino, atriz, cenários e pessoas trabalhando a todo vapor. Durante a tragetória dessa "depressão", Guido se lembra de todas as mulheres com quem viveu (e pessoal, o título não é Nine porque ele ficou com nove mulheres, como antes era dito, mas sim porque seu novo projeto será seu nono filme).


A Penélope Cruz arrasa em seu número e papel! Nicole Kidman nem aparece direito no filme (o que me leva a pensar: como podem falar tão mal dela se ela nem aparece direito?), Marion Cotillard está fantástica em seus dois números, principalmente no segundo (Take it All). Judi Dench está razoável, mas o Rob Marshall poderia ter feito um trabalho melhor com o número da atriz, podendo ser mais frenético e até mesmo podendo realizar uma homenagem à Cabaré. Kate Hudson está sensacional em Cinema Italiano! A Fergie nem aparece direito (assim como a Nicole), mas seu número, Be Italian, é um dos melhores (junto com Cinema Italiano e Take It All). A única pessoa que achei meio "sem graça" é a Sophia Loren (seu número é um dos mais fracos, assim como suas feições). O Daniel Day-Lewis está muito simpático como Guido Contini. Então qual o problema de Nine? Muitos não são, afinal, como o filme poderia ser bom com tantos erros? Acho que o problema foi a empolgação e a história, ou melhor, a falta das mesmas.


Nine não é tão frenético como Chicago por má vontade do próprio diretor. Ele mesmo cortou muitas músicas do musical original, deixando o filme e suas personagens (principalmente os personagens da Fergie e da Nicole) bem superficiais. Talvez seu único acerto positivo tenha sido a nova música, Cinema Italiano (que está concorrendo ao Oscar de Melhor Música), esta a mais agitada do filme. Mas o único problema, na minha modesta opinião, é que ele poderia ter aproveitado mil vezes mais todo esse pacote que ele tinha, criando apenas uma "base" que poderia se tornar num grande musical.
Outro problema do que estão falando de Nine é o seguinte: assim como Hairspray, primeiro foi lançado um filme (no caso de Nine, o filme se chama 8 e 1/2 do diretor Fellini). Baseado nesse filme, lançaram uma peça na Broadway (Nine). E baseado nessa peça, eis que surge o filme Nine. Então o problema é exatamente o primeiro filme. 8 e 1/2 é um dos filmes prediletos de muitos cinéfilos e estes estão metendo o pau em Nine, pois ele não se compara ao 8 e 1/2. Mas eu respondo: Nine (o filme) não é 8 1/2 e nunca será. Nine é a adaptação de uma peça da Broadway, uma versão "americanizada" e musical do filme italiano de Fellini. Ainda estou dando graças de não ter visto 8 e 1/2 antes de Nine, para assim trazer uma idéia do que é o filme se ele fosse único.


Desse modo, tenho pena de Nine. Um filme tão bom não poderia ser massacrado pela crítica como foi. Pois pessoal eu digo em voz alta: Eu gostei de Nine! E não dúvido que este filme seja escalado como um dos filmes mais sexs dos últimos anos daqui pra frente. E mais: se quem falar que musical é coisa de homossexuais depois desse filme, que as mulheres dançam com roupas extremamente "possuidoras", não sei o que fazer com o preconceito musical-é-coisa-de-gay.