14 de fevereiro de 2011

127 HORAS: Boyle retorna aos cinemas após "Quem quer ser um Milionário?"

"Fuuuuuu......."

Após ganhar oito Oscar's, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, Danny Boyle retorna as telas do cinema com sua mais recente obra, também indicada ao Oscar na categoria Melhor Filme: 127 Horas. Mas agora o desafio para Boyle é maior: todo o filme se passa praticamente em apenas um lugar, com apenas um personagem principal e que está enfrentando um grande conflito. Será que Boyle conseguiu fazer um bom filme com isso?


A história do filme é baseada em fatos reais. O ano é 2003 e Aron Ralston é apenas um jovem de 23 anos que adora fazer escaladas nos famosos canyons dos EUA. Então, num sábado ensolarado, Ralston decidiu escalar o Blue John Canyon. Mas nem tudo aconteceu como estava planejado. Em um dos momentos de sua escalada, Aron escorrega e uma pedra de praticamente uma tonelada cai em cima de sua mão, ficando preso ali por vários dias.


Embora o assunto seja limitado, Boyle conseguiu fazer um bom filme e com a sua marca de diretor. Os créditos iniciais já dão indicio, pelo menos para os cinéfilos, de quem dirigiu o filme. Mas é com os ângulos escolhidos, como a câmera posicionada no chão em diversos momentos, que reconhecemos o diretor aclamado por Quem Quer Ser um Milionário?. E acreditem: fazer um filme sobre esse assunto não é fácil. Boyle conseguiu tirar leite de pedra mesmo.


Mas o único problema do filme é exatamente o fato dele ser limitado, sem poder se desenvolver mais, pois de resto se sai muito bem. E sobre a duração do filme, Boyle ganhou ainda mais o meu respeito (grande coisa). Diretores que prolongam seus filmes para terem as malditas duas horas de duração deveriam arder no inferno. Se o assunto acabou, acabou. Não adianta enrolar que o povo não gosta disso.


James Franco está bem no papel mais difícil (será?) de sua carreira. E cuidado leitores: se vocês estiverem lendo alguma notícia sobre o filme, falando sobre pessoas que assistiram e passaram mal, não leiam. Todas essas reportagens contam o final do filme e isso não é nem um pouco bacana. Com certeza a cena é forte e é isso que vocês precisam saber (lembram-se do alarde nos EUA que fizeram em volta de Atividade Paranormal? É quase isso).


Se alguém assistir ao filme e resumir com a frase: "Ah! O filme do cara que fica o tempo todo numa rocha?", não adianta reclamar porque é bem isso. É bom? Sim, é muito bem feito. Deveria receber o Oscar de Melhor Filme? Não, seria um exagero, mas a indicação é merecida. Direção e melhor atuação para Franco? Os pontos mais altos do filme. Mas esse ano, com certeza, Boyle não leva o Oscar. A concorrência está muito grande e seu filme (mais uma vez) é restrito demais.

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