30 de maio de 2011

GLEE ACABOU DO MESMO MODO QUE COMEÇOU SUA SEGUNDA TEMPORADA

Ele gostou da gente. É o que importa!


Alguns de vocês devem se lembrar de que eu tinha reclamado que a segunda temporada de Glee não tinha começado nem um pouco bem e permaneço com essa opinião. Mas depois comentei várias vezes no twitter como a série estava voltando a ficar boa, ainda mais com o retorno do ator Jonathan Groff no papel de Jesse (mesmo que alguns não gostem do personagem, a voz do ator é de longe melhor que a de alguns atores do elenco de Glee). Mas o eis que Glee chegou ao final com uma segunda temporada nada agradável.

Vocês conseguem se lembrar de como foi o último episódio da primeira temporada? O Vocal Adrenaline ganhou do New Directions com a excelente coreografia e performance de Bohemian Rhaphsody e o Glee Club voltou de mãos abanando. E esse ano eles conseguiram chegar as Nacionais dos piores modos - incluindo um empate - e uma história que às vezes era agradável, como a de Kurt-Blaine e de Santana-Britney. Mas alguém consegue me explicar o retorno de Finn e Quinn? Acho que nenhum homem com conciência voltaria a namorar uma mulher que fingiu estar grávida do seu filho.

E se no último episódio da primeira temporada Glee fechou com chave-de-ouro, esse season finale foi um big EPIC FAIL. Nem mesmo o Vocal Adrenaline recebeu uma espetacular apresentação. Foi um episódio morno que trouxe pelo menos algumas novidades, como o surgimento de um novo casal e um número digno e emocionante: For Good. E claro, teve também a simpática, porém desnecessária, aparição de Patti Lupone.

Mas será que Glee continuará nesse vai e vem de episódios sem razão de existir (como o episódio do "festival do coral" que tinha apenas quatro pessoas no auditório) e outros bem feitos? Creio que sim. Sem concorrência, a série de Ryan Murphy segue adiante fazendo o sucesso que faz, mesmo que a audiência esteja caindo. Pena que isso esteja acontecendo. Nada do que concorrência para fazer o cérebro do criador da série funcionar, ainda mais como o fato de que o elenco não voltará para a quarta temporada e a série pode perder muitos fãs com essa troca. Agora, já recebemos a informação de que o Steven Spielberg está com uma série musical em mente. Será que Murphy finalmente conseguiu um concorrente? Assim espero!

22 de maio de 2011

PIRATAS DO CARIBE: NAVEGANDO EM ÁGUAS MISTERIOSAS

- Jack! Vou matá-lo!


Nem coloquei um subtítulo nessa postagem já pelo tamanho do nome do novo filme da franquia Piratas do Caribe, provavelmente uma das mais marcantes franquias que temos no início dos anos 2000. E nem preciso falar sobre a presença de Jack Sparrow, preciso? Aliás, há alguma dúvida que só houve uma continuação por causa dele? Agora, o que é feito em Piratas do Caribe: Navegando em águas Misteriosas é bem diferente do que ocorria nos outros filmes.


A história se passa alguns anos depois do último filme. Jack, Barbossa e Gibbs continuam a procura da Fonte da Juventude. Jack perdeu o Pérola Negra novamente para Barbossa, que perdeu sua perna numa luta contra o sanguinário pirata Barba Negra, assim como o Pérola Negra. Além deles, o próprio Barba Negra e Angelica, sua filha e antiga paixão de Jack, procuram pela tal fonte.


A pior falha desse novo filme é o roteiro. No nível que a franquia está, uma história mal contada é mais do que um erro grave. É um mal cuidado. Nesse filme, embora o foco seja a Fonte da Juventude, vários obstáculos pelos quais os personagens passam são desnecessários e pouco interessantes. Na verdade, são tantos esses pequenos obstáculos, bobos, que o filme perde foco e ritmo.


Os efeitos estão sempre bem. Claro, é quase impossível a Disney fazer um filme com efeitos especiais da pior qualidade, ainda mais falando em Piratas do Caribe. Mas não vi necessidade de ser em 3-D. Até hoje, Avatar foi o único filme que valeu a pena ver em 3-D. Muitas pessoas gostam da espada na sua frente, da água vindo em sua direção, mas nada se compara com o realismo e a noção de profundidade que possui o filme de James Cameron.


Depp está normal, assim como Penélope Cruz. Na verdade, creio Depp já deu o que tinha que dar para a franquia, ainda mais com a história toda praticamente voltada para ele. Penélope Cruz não recebe muito destaque, mas realiza muito bem as suas cenas, nada extraordinário. Porém, Geoffrey Rush, o eterno Barbossa, retorna em seu papel e rouba as cenas como também faz em O Discurso do Rei e em vários outros filmes.


Ou seja, um dos mais fracos da franquia, Piratas do Caribe: Navegando em águas Misteriosas é uma decepção para quem quer ver uma nova e grande história. É um filme mais para rever os personagens que tanto amamos e conhecer novos e divertidos personagens. Porém, valia a pena mesmo terem feito esse filme? Certeza que não, ou melhor, seria bom terem pensando numa história (ou desculpa) mais elaborada para continuar a franquia.

18 de maio de 2011

A GAROTA DA CAPA VERMELHA - Nem Oldman e nem Seyfrield se salvam nesse filme

Oxi! Nem eu?


mais do que na cara que triângulos amorosos tornaram-se a grande tendência entre histórias românticas voltadas ao público adolescente, tanto no cinema quanto na TV. O ápice foi com o triângulo Edward-Bella-Jacob da Saga Crepúsculo (ah vá!). Desde então, séries de vampiros como True Blood e Vampire Diaries e filmes como A Garota da Capa Vermelha possuem nas suas histórias um triângulo amoroso.


Em A Garota da Capa Vermelha, Valerie é uma menina linda que é prometida em casamento ao jovem Henry, rico e charmoso (lógico). Mas na verdade, Valerie é apaixonada desde que pequena por um atraente e pobre lenhador, Peter (lógico de novo). Embora Valerie tenha planejado uma fuga com Peter, tudo acaba quando a irmã da jovem é morta por um lobisomem que atormenta a vila onde moram.


vou dizendo que a fotografia é uma das poucas coisas que se salvam nesse filme, mas isso não é nenhum mérito ao mesmo. Afinal, A Garota da Capa Vermelha é dirigido pela mesma diretora que dirigiu o primeiro filme da Saga Crepúsculo, Catherine Hardwick. Então, se você sentir que já viu em algum lugar as diversas imagens de selva que Capa Vermelha possui, a história dos vampiros é a resposta.


E o filme também acerta em seu primeiro momento: um clima de suspense é criado para saber quem é o tal lobisomem. Mas tudo acaba rápido demais, já que o próprio filme dá dicas óbvias para eliminar as pessoas que não podem ser a tal criatura. E depois dessa grande revelação, o filme só continua a piorar. E de atuações, nem a Amanda Seyfrield e nem o Gary Oldman, os quais eu gosto bastante, se salvam. Com certeza Catherine Hardwick não é uma diretora de atores.


Então eu te aconselho a esperar e ver A Garota da Capa Vermelha em DVD, Blu-Ray, no formato que você bem entender, ainda mais naquele dia de promoção sabe? Aquele dia que você paga por um DVD e leva dois ou o dia que é mais barato, tanto faz. Se o filme não fosse voltado tanto para o público juvenil, que os produtores e diretores pensam ser um povo que não pensa e gosta de qualquer coisa que colocam nas telas do cinema, poderia ter sido pensado melhor.

8 de maio de 2011

FELIZ DIA DAS MÃES!

Bom, primeiro: o que é ser mãe? Mãe não é necessariamente aquela pessoa que te trouxe ao mundo. Mãe, ou mamãe, é aquela pessoa que desde o começo te fala o que é certo e o que é errado. Na adolescência é aquela pessoa que provavelmente vai discordar do que você pretende fazer ou do que você pensa, mas isso seu pai ou qualquer responsável também fará. Mãe não é necessariamente aquela pessoa que tem que estar ao seu lado para as coisas banais, mas que sempre estará bem perto quando as piores coisas acontecerem. O resto eu não sei, já que ainda não vivi o suficiente. Sempre teremos nossos momentos de ódio e de amor, mas nós sabemos o que é ser uma mãe para considerarmos a nossa como tal. Feliz Dias das Mães!

7 de maio de 2011

A PRIMEIRA VEZ QUE ASSISTI AO "O EXORCISTA"

Ops! Acho que não era esse...


Lembro até hoje da minha primeira vez... Claro, que assisti ao Exorcista. Você achava que eu estava falando de sexo? Ah, sabia que não (mentiroso). Sei que sua mente é pura e inocente (mentiroso de novo). Mas voltando ao assunto: meus amigos e eu fizemos uma sessão de filmes de terror no ano passado que eu até comentei no blog, mas não faço ideia de onde esteja essa informação. Bom, meus amigos falam que eu dormi durante o filme, mas não o fiz. Em Louca Obsessão sim, admito, mas não no Exorcista. Lembro-me até hoje como foi tenso assistir ao filme por volta da meia noite ou em alguma outra hora qualquer da madrugada.

E por incrível que pareça: foi a melhor vez que eu assisti ao filme. A segunda eu quis assistir em casa, sendo esse um dos motivos dos meus amigos falarem que eu tinha dormido: para ver de novo. Mentira! Queria ver de novo porque eu tinha adorado (menino do capeta). Mas, lembro que minha mãe falou que eu poderia assistir ao filme apenas se eu rezasse depois. Resultado: dormi no filme e ela também e não rezei. E por incrível que pareça: ainda estou aqui. Sem falar na vez brochante que assisti com as minhas primas de manhã e, por incrível que pareça, uma delas gritou de medo.

Mas hoje mesmo - um dia antes do dia da mãe - o filme estava passando no SBT. E, aproveitando a TV nova, nada demais querer ver o filme em HD (se bem que eu quero ver em Blu-Ray...). E qual foi a reação dos meus pais? Não! Não! E não! Meu pai odeia filmes de terror e minha mãe adorava até sofrer um trauma (risada maléfica). Resultado: não posso nem ver Atividade Paranormal, Rec, O Exorcista nem qualquer outro filme de terror enquanto alguém está acordado. Só é permitido ver esse tipo de filme de madrugada. Minha reação: tudo bem, é mais legal!

5 de maio de 2011

NÃO À PIRATARIA, SIM À ACESSIBILIDADE!

Um dos melhores modos para comprar arte legal


Vocês se lembram que eu tinha prometido publicar no blog uma postagem que fiz pra Folha sobre pirataria? Não? Ok, não tem problema! Estou postando agora para todos vocês. Se você quiser ver no formato original, é só clicar aqui. Espero que gostem!

"Imagine que você, pronto para prestar vestibular, deseja se tornar um advogado, por exemplo. Para isso, você entra numa excelente faculdade e é um dos melhores alunos do curso de Direito. Porém, no futuro, ninguém vai precisar mais de você. Tudo o que uma pessoa precisa fazer é entrar na internet e baixar seu trabalho. Você não seria mais útil e ficaria desempregado. Essa é a atual situação dos artistas brasileiros.


Legalizar a pirataria, como pretende o Partido Pirata, é mais do que errado. É um tiro no coração de diferentes indústrias, como a cinematográfica e a fonográfica, por exemplo. Os prejuízos nas vendas acabam com o surgimento de novos artistas. Afinal, sem retorno financeiro, acaba o patrocínio. E então, do que sobreviverá o artista se ele não vende o que produz? A única solução acaba sendo mudar de emprego ou se mudar para outro país.

A solução não é legalizar a pirataria, mas sim disponibilizar o produto para a população e torná-lo acessível, diminuindo os preços, por exemplo. Um álbum, como “Spring Awakening” --musical da Broadway que teve sua versão brasileira realizada por Charles Moeller e Claudio Botelho-- custa US$ 10 nos EUA e chega ao Brasil no preço assustador de R$ 80 ou até mais. Filmes que não foram lançados em território nacional, como “Cabaret” --vencedor de oito Oscar-- custa US$ 10 lá fora e aqui custa aproximadamente R$ 67. Um jogo de videogame que custa US$ 50 chega ao Brasil no valor altíssimo de R$ 300 reais e assim vai. O alto custo, impostos e indisponibilidade dos produtos no Brasil são os principais motivadores da pirataria.

O preço do cinema em família também é um deles. Para nós, adolescentes, é fácil assistir a um filme que custa de R$ 4 até R$ 10. Porém, quando estamos em família, a situação muda. Se os seus pais não pagam meia-entrada, o ingresso deles chega ao valor de aproximadamente R$ 20 cada um. E, então, surge a pergunta: “Para que pagar quase R$ 50 para toda a família assistir ao filme se é possível comprar o mesmo filme por R$ 10 e assistir em casa?”. É um erro que as indústrias brasileiras cometem até mesmo em grande parte da economia: vender menos por valores altos do que vender em maior quantidade por valores baixos. No Brasil não se fala em quantidade, mas sim em custo.

E o cidadão pode fazer sua parte pressionando o governo, como ambiciona a campanha “Preço justo já!”, realizada pelo vlogueiro Felipe Neto. Porém, a situação só mudará se grande parte da população pressionar o governo ao ponto dele não poder mais resistir e ter que acatar a decisão da população, como é o caso do “Ficha Limpa”, que mesmo assim não foi acatado completamente.


Logo, o cidadão não tem culpa de comprar produto pirata. Ele procura o que é mais fácil, acessível e econômico, e não está errado disso. Cabe às indústrias ou ao governo mudar esse pensamento ou acabar com cada um dos artistas que tentam emergir e se manter em suas respectivas indústrias. É duro para quem quer seguir essa carreira ver policiais comprando DVD’s piratas em pleno dia na rua Augusta, em invés de fiscalizar os produtos piratas em geral. Não adianta surgir um cineasta atrás do outro se eles não conseguirem permanecer no mercado de trabalho. Resta apenas o fim de sua carreira e o início de outra carreira."